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A difícil tarefa de diagnosticar doenças em bebês e crianças

Medicina – 16/10/2009

A chegada de um bebê é um motivo de grande alegria para os pais da criança. Depois de nove meses, aquele ser pequenino, tão aguardado, muda a vida e a rotina da família. 

Mas junto com toda a felicidade, vêm também muitas preocupações, pois bebês são extremamente frágeis e a saúde deles requer cuidados redobrados.

Mas como saber se o nenê precisa de cuidados médicos? De acordo com Maria de Lourdes Francescon, radiologista e especialista em radiologia pediátrica do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/DASA, é fundamental que no primeiro ano de vida do bebê, os pais o levem ao pediatra para avaliá-lo mensalmente. “A importância do acompanhamento mensal pelo pediatra é muito grande, pois ele vai verificar se o nenê está se desenvolvendo apropriadamente ao passar dos meses”, comenta.

A médica explica que nos bebês os sintomas de algumas doenças são bem diferentes do que em indivíduos mais velhos. “Um nenê com infecção urinária, por exemplo, fica apático, para de comer, o que pode ser confundido com outra enfermidade. 

Um diagnóstico incorreto, neste caso, pode resultar em uma lesão grave, como insuficiência renal. Investigar os sintomas a fundo é essencial para que a saúde da criança não seja comprometida”, explica Maria de Lourdes.

De acordo com a radiologista, os exames realizados nos bebês são os mesmos dos adultos, apenas a preparação das crianças que é diferente. “Quando um adulto precisa realizar um exame em jejum, geralmente ele fica cerca de 12 horas sem comer. 

Para um recém-nascido, o tempo de jejum é apenas de duas horas e para crianças um pouquinho maiores, esse tempo aumenta para três ou quatro horas”, revela. Maria de Lourdes explica ainda que exames de alta complexidade, como ressonâncias e tomografias são feitos nas mesmas máquinas que os adultos usam, mas que há um acompanhamento especial para as crianças. “

Realizar esse tipo de exames em bebês e crianças é mais difícil, porque elas ficam assustadas, choram e se mexem bastante. É importante que o responsável pelo procedimento tenha bastante paciência e crie um ambiente tranquilo para que o exame seja realizado de forma eficiente”, diz.

A radiologista alerta os pais para não medicarem seus filhos sem o prévio acompanhamento médico. “Qualquer sintoma que as crianças tiverem, mesmo que for uma simples febre, deve ser investigado por profissionais. 

Apesar dos pais atuais estarem bem mais esclarecidos em relação à saúde dos filhos, pois há muita informação disponível para pesquisa, principalmente na Internet, a orientação do pediatra deve ser sempre seguida, para evitar que um problema simples se torne algo difícil de ser curado”, conclui a médica.

Fonte: ABN News

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