A Câmara de Dourados e a Lei da Gravidade
– 10/09/2007
A Câmara de Dourados e a Lei da Gravidade
*Djalma Barros
A Câmara Municipal de Dourados era presidida pelo saudoso Jamary Carneiro Santiago (Tatá) e o diretor de Secretaria da Casa era também o saudoso Belmiro Barroso, que era competente, sério nas suas atribuições e responsável pela elaboração de requerimentos, ofícios etc.
Certa vez o vereador petebista Ismain Audi solicitou ao Belmiro a elaboração de um requerimento, para ser apresentado na próxima reunião daquela Casa de Leis.
No requerimento, Ismain solicitava ao Poder Executivo a construção de um bueiro “sob” a ponte do córrego Água boa, na saída para Caarapó.
Durante a seção da Câmara foi lido o requerimento onde, por uma pequena falha do Belmiro, estava escrita a palavra “sobre” no lugar de “sob” dando motivo para que os vereadores da “malvada” UDN começassem a gozação.
O vereador Arnulpho Fioravante levantou-se com um sorriso maroto e disse que era impossível construir um bueiro sobre a ponte, a fala do qual foi complementada pelo companheiro José de Oliveira: “Como V. Excia quer colocar o bueiro em cima da ponte, isso é humanamente impossível, a água não tem como subir para depois passar pelo bueiro, pois contraria a Lei da Gravidade”.
De repente, o vereador Brucutu, representante do distrito de Bocajá, Getulista fanático e companheiro do propositor, na tentativa de tirá-lo do embaraço, levanta-se e solta essa pérola que ficou na historia política de Dourados; “O que estamos fazendo aqui? Não é nóis que faz as leis? Então, nóis também derruba!!!” Ismaim, que notara o fora dado por não ter lido o requerimento da matéria antes de assinar, aproveitou para brincar com o companheiro Brucutu, pois estava sentado ao lado dele, cutucando: “Mas, essa Lei é do finado Getulio”. Imediatamente, o edil Brucutu pediu desculpas dizendo que jamais iria derrubar uma lei criada pelo Getulio Vargas.
* Foi vereador e deputado estadual
Fonte: Folha de Dourados



