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A arte do trabalho comunitário

Confira o artigo "A arte do Trabalho Comunitário".

Blog Atitude! – 19/09/2007

O trabalho comunitário muitas vezes é desenvolvido por pessoas que sentem a necessidade de ajudar o próximo. Essa necessidade é sentida quando a realidade vivida pelo próximo não é a mesma de quem precisa.
Pois bem, no bairro Novo Horizonte, periferia de Dourados, um morador decidiu ajudar a sua realidade montando uma escolinha de futebol para tirar as crianças da rua. São 60 crianças de 6 a 13 anos que fazem parte do projeto social desenvolvido pelo morador, aliás, o morador não é professor de educação física, e sim filósofo… Diferente ou ousado?! O projeto é mantido por uma mensalidade mínima paga pelos alunos, essa mensalidade faz o salário do professor, fora isso, tem mais a ajuda da associação de moradores do bairro, e os pais ajudam como podem para que o projeto não acabe e as suas crianças não fiquem nas ruas. Um dos moradores conta que quando pediram ajuda a prefeitura foi determinado que as crianças fossem “adesivadas”. “Não queremos fazer propagando política, só queremos ajudar as crianças do nosso bairro”, afirmou o morador César Barbosa que tem dois filhos no projeto… Determinação ou interesse?!
A escolinha tem um lema, “Bom de bola, Bom na escola”, além de ocupar o tempo das crianças com atividades saudáveis, o aluno que tiver nota baixa não joga, e ainda por cima fica de castigo, e tem que melhorar as notas senão continua no banco de reserva. Conversando com César, morador que tem dois filhos no projeto, ele conta que o comportamento dentro de casa mudou. “Se eles fazem gol no treino eles chegam alegres falando que fizeram dois gols, ou um; o comportamento na escola mudou, estão mais dedicados aos estudos porque eles sabem que se não tiverem notas boas eles não participam dos treinos. O mais velho estava com notas baixas, se dedicou à semana inteira e conseguiu mudar as notas, todo esse tempo ficou em casa e não pode ir nos treinos.”
Orlando Lima criou o projeto em 2003, a necessidade de fazer algo pelas crianças do bairro surgiu quando ele se deparou com uma cena. “Há quatro anos atrás aconteceu um homicídio aqui no bairro, o corpo estava estendido no chão e um monte de crianças em volta vendo aquela situação, naquela hora percebi que precisava fazer algo por elas, porque senão o destino daquelas crianças seria o mesmo daquele homem que estava no chão. Dessa forma também coloquei em prática o que eu aprendi na minha formação, que é em Filosofia, eu precisava fazer algo, precisava ajudar a minha comunidade…”
Realmente viver é uma arte, ou melhor, uma filosofia de vida…
O artigo publicado está disponivel no Blog Atitude!  http://atitudedoisemum.zip.net produzido pelas acadêmicas do 8º semestre de Jornalismo da Unigran, Aliny Fernandes e Indira Brito.
 

Fonte: Folha de Dourados

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