Tráfego aéreo é seguro, diz minstro da Defesa
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista, que o tráfego aéreo no Brasil é seguro
País – 04/10/2007
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Radiobrás, que o tráfego aéreo no Brasil é seguro, porém, ainda falta fazer com que essa segurança seja percebida pelas pessoas. “Precisamos caminhar para uma percepção de segurança. Uma coisa é ter segurança e outra é que as pessoas percebam isso. O que temos agora é a segurança do sistema, mas não conseguimos fazer ainda com que as pessoas percebam isso”, disse Jobim.
Membros da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), que participam de reuniões em Washington, afirmaram ontem que “é uma questão de tempo para que um novo acidente aéreo volte a acontecer no Brasil.”
Jobim afirmou ainda que o ministério já conseguiu reduzir “a temperatura da crise aérea”. Segundo ele, com a readequação da malha aérea, iniciada no dia 6, a expectativa é de que todos os problemas se resolvam. Conforme o ministro, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) tem até o dia 20 para fazer a análise da nova malha aérea e a expectativa é de que até o fim de novembro ela esteja ajustada.
O ministro apontou a redução do valor das passagens, ocorrida nos últimos anos, como responsável pelo aumento de demanda na estrutura aeroportuária. “Elas foram reduzidas em quase 50% por um sistema de concorrência que se estabeleceu nos últimos anos. A Anac e a Infraero não tiveram perspectiva de previsibilidade quanto ao aumento da demanda. A estrutura era para uma demanda bem menor do que a existente.”
A questão dos controladores de vôo, que fizeram um motim em março, paralisando os vôos no País, também já está “perfeitamente equacionada”, segundo o ministro. Ele diz que as manifestações dos controladores de vôo têm por objetivo resolver questões salariais e garantiu que será feita uma auditoria completa nos Cindacta.
Jobim disse ainda que a possibilidade de dividir o controle civil e militar será avaliada. “Vou examinar o problema e abrir a discussão de mudar o sistema. A circulação aérea deve ficar com civis e a defesa do espaço aéreo com militares. Mas isso depende de mudanças estruturais nos Cindactas. Hoje, o ambiente é o mesmo.”
Fonte: Folha de Dourados



