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Oposição admite diálogo para votar a CPMF

Satisfeita com o afastamento por 45 dias de Renan Calheiros (PMDB-AL) , a oposição admite diálogo sobre CPMF

Política – 13/10/2007

Satisfeita com o afastamento por 45 dias de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, a oposição admite que o diálogo com o governo foi retomado, mas promete colocar obstáculos para adiar ao máximo a votação da emenda constitucional que prorroga até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Cautelosa, a base governista sabe que não será fácil garantir os 49 votos necessários para a vitória.
PSDB e DEM concordam que o clima no Senado está mais ameno, mas demonstram não haver consenso em relação à atuação na votação da PEC. Enquanto os democratas sinalizam com uma oposição branda, os tucanos preferem uma atuação mais rigorosa. O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), afirma que os 14 senadores da bancada do partido não vão entrar em obstrução, mas pretendem exigir o respeito aos prazos regimentais, por exemplo, as cinco sessões entre a votação do primeiro com o segundo turno da emenda constitucional. Para o líder do DEM, a situação do governo, sempre desconfortável no Senado, em nada mudou. “A saída do Renan da presidência do Senado significa que o governo correu atrás do prejuízo. O governo estava no negativo do negativo. Mas não modifica nada em relação à CPMF. A votação estava travada. Destravou. Mas não melhorou numericamente. E nem vai correr mais rápido. O Senado volta a andar, mas em ritmo regimental”, afirmou José Agripino. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a saída de Renan abre caminho para se votar a CPMF, mas rechaça qualquer acordo pela aprovação. E admite a hipótese de obstruir a votação da emenda. Entre os instrumentos previstos pela obstrução estão os pedidos de adiamento da votação, os longos discursos em plenário, o esvaziamento do plenário, que evita o quorum mínimo necessário para uma votação. “Não vamos impedir que uma matéria seja deliberada, mas especialmente em relação à CPMF, a obstrução pode ser adotada”, disse o senador tucano. “A CPMF é um imposto perverso, um confisco. Era um imposto provisório que se tornou permanente. Não podemos permitir que ele seja prorrogado”, acrescentou.

Fonte: Folha de Dourados

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