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Egon x Biasotto: o primeiro confronto tem data marcada

Política – 15/10/2007

O primeiro embate político entre os dois mais potencializados pré-candidatos do PT à sucessão do prefeito Laerte Tetila tem data marcada: 2 de dezembro. Nas eleições diretas para a renovação do diretório e da executiva municipal medirão forças, disputando o voto de 2 mil filiados, a Articulação de Esquerda (AE), grupo liderado pelo ex-vice-governador Egon Krackekhe, e todas as outras tendências do partido, cuja maioria defende a candidatura do secretário municipal de Governo, Wilson Biasotto.
            Durante semanas, as principais lideranças do partido estiveram envolvidas em várias reuniões para discutir as eleições antecipadas pelo último Congresso Nacional do PT. Com os entendimentos chegou-se até a aventar o lançamento de uma chapa única.
O acordo tinha três premissas: o diretor do Orçamento Participativo da Prefeitura, Natal Ortega (AE), na presidência; a manutenção da atual representatividade no Diretório; e a contemplação de todas as tendências na executiva, ou seja, Democracia Socialista (2), pela hegemonia atual, AE (01), mulheres (01), Biasotto (01), vereadora Margarida Gaigher (01) e professora Deumeires (01).
Todavia, esse consenso pouco mudaria na composição do diretório. Na prática, seria apenas a substituição da presidência: Ribeiro Arce (DS), que já havia declinado do cargo para disputar uma cadeira na Câmara, por Natal Ortega. Assim, Biasotto continuaria fortalecido por ter apoio declarado do prefeito Laerte Tetila, da DS de ex-deputado João Grandão e do grupo das mulheres, liderado por Zonir Tetila.
A AE percebeu a manobra e avaliou que seria mais estratégico o lançamento de chapa própria para disputar os espaços no voto. A tendência deve conseguir entre 25% a 35% dos votos que, de acordo com o estatuto do partido, será sua representatividade no diretório e na executiva.
O racha aconteceu no último dia para o registro das chapas, exatamente na reunião para compor a executiva. O pretexto foi o veto à diretora do Hospital Universitário, Dinaci Marques Ranzi, que fora indicada pelo grupo das mulheres. Dinaci é ligada politicamente a Biasotto. “Não vetamos a pessoa dela, e sim por questão estratégica”, esclareceu Natal Ortega.
De acordo com Ortega os nomes indicados pelas outras forças deixariam a AE bastante “fragilizada” para conduzir o diretório. “Queríamos mais um espaço na executiva e como não houve o entendimento registramos chapa própria”, afirmou. Com o racha, as outras forças lançaram, então, uma chapa encabeçada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Ilton Ribeiro.
Embora o estatuto petista preveja prévias para lançamento de candidaturas majoritárias, caso não haja consenso, o embate eleitoral de dezembro será um indicador de quem será, de fato, o candidato do PT à Prefeitura de Dourados.
Mas, o estatuto também prevê prazo de oito dias para a confirmação das chapas que será expirado no final desta semana. Até lá, um novo entendimento pode acontecer.

Fonte: Folha de Dourados

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