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Presos do Maranhão se rebelam temendo transferência para MS

Região – 17/10/2007

Depois de quase 24 horas, chega ao fim a rebelião na CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça), em São Luiz, no Maranhão. Segundo a polícia, existem dois motivos que teriam provocado o início da rebelião – um boato de que alguns presos seriam transferidos para o Presídio Federal de Campo Grande e a demora em consertar as celas quebradas durante o motim, realizado no início do mês, durante a greve dos policiais civis.
A negociação só foi possível depois que Charlene Ribeiro da Silva, esposa do líder da rebelião, Bruno Monteiro da Silva, conversou com o diretor da CCPJ. De acordo com ela, o diretor assinou um termo de compromisso onde dá garantias de que os presos não serão torturados depois da rebelião e que Bruno será transferido para outra unidade Prisional. Depois que o líder da rebelião entregou a arma utilizada para dar início ao motim, a Tropa de Choque da Polícia Militar entrou na Central de Custódia e liberou os reféns.
Algumas crianças saíram desmaiadas e foram conduzidas para o atendimento médico. A rebelião começou por volta das 14h30m de ontem (16). Os presos aproveitaram o dia de visitas das crianças para dar início ao motim. Houve tiroteio e quebra-quebra.No local, que tem capacidade para 80 detentos, estão 203.
Os 84 presos que estão rebelados fizeram reféns os parentes dos detentos que não estavam participando do motim. Na semana passada, seis presos que comandaram rebeliões no Maranhão, durante a greve, foram transferidos para o Presídio Federal, no Mato Grosso do Sul. (Midiamaxnews).

Fonte: Folha de Dourados

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