Governo propõe até R$ 1.700 fora da CPMF
Política – 18/10/2007
Para tentar atrair votos na oposição, especialmente no PSDB, para aprovar a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), o líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu isentar da cobrança do imposto as pessoas com rendimentos mensais de até R$ 1.700.
A proposta foi apresentada por Jucá nas discussões de ontem com todos os líderes partidários sobre a necessidade de os parlamentares aprovarem até 31 de dezembro a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011, segundo o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO).
Raupp é autor de um projeto de lei que está pronto para votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que isenta da cobrança da CPMF pessoas com rendimentos de até R$ 1.200. Para facilitar um acordo, Jucá teria proposto o aumento desse limite.
Pela proposta, caso o trabalhador tenha uma conta corrente e uma caderneta de poupança, os dois valores seriam somados e não poderiam ultrapassar os R$ 1.700 para garantir a isenção.
“Este trabalhador já não paga o Imposto de Renda (Pessoa Física) e não pagaria também a CPMF. É mais justo que quem ganha mais pague mais e que não pague nada quem ganha pouco”, disse o líder peemedebista. De acordo com Valdir Raupp, a proposta “foi muito bem-aceita” pelos senadores.
“Estamos fazendo as contas para ver o impacto fiscal, mas ela (proposta) é perfeitamente compatível com a responsabilidade fiscal do País, com as dificuldades das contas públicas, e acho que é uma proposta que deve prosperar, seguramente, no âmbito do Senado”, disse o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) sobre a proposta.
Outra proposta é a de reduzir o imposto para a compra de máquinas e equipamentos. “Agora é preciso transformar essa disposição de diálogo em propostas concretas. Nós temos em torno de 60 dias para concluir as negociações”, acrescentou Mercadante. (Correio do Estado).
Fonte: Folha de Dourados



