Número de casos de dengue cresce 50% no país
Saúde – 19/10/2007
Mais de 450 mil pessoas foram infectadas pela dengue até setembro deste ano. Desse total, 121 mil morreram. Os dados foram divulgados na terça-feira (16) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante lançamento da campanha nacional de prevenção à dengue, em Minas Gerais. De acordo com o Ministério da saúde, o número de casos representa um aumento de mais de 50% em relação ao mesmo período de 2006.
Temporão manifestou preocupação diante da possível proliferação da dengue com a chegada do período das chuvas. Em 2002, quando o país viveu uma epidemia da doença, o número de casos chegou a 794 mil. No ano passado, foram 345 mil.
“A dengue é um problema sério e mata. Neste ano, 1.076 pessoas tiveram a dengue hemorrágica, que é a forma mais grave da doença. Desse total, 121 morreram”, afirmou Temporão. “O quadro deste ano é ruim e estamos fazendo a campanha antes do período de chuvas, quando o mosquito transmissor se prolifera. Ou seja, temos tempo para a prevenção, mas os resultados dependem da participação de todos”, afirmou.
A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde registrou no período de janeiro a julho de 2007, 438.949 casos de dengue clássica, 926 casos de febre hemorrágica da dengue e 98 óbitos.
Comparando com o ano de 2006, foi observado um aumento de 136.488 casos de dengue no país, sendo o mês de março aquele com o maior número de notificações no período, correspondendo a 102.011 casos. Esse aumento no número absoluto de casos está relacionado com a ocorrência de epidemias com altas taxas de incidência em alguns estados. Neste caso, destaca-se o ocorrido nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, que notificaram um excedente de 59.370, 39.391 e 18.181 casos, respectivamente.
“O aumento do índice pluvimétrico, ou seja, a maior quantidade de chuvas pelo país facilitou a multiplicação dos mosquito transmissor da doença”, afirma Fabiano Pimenta, secretário adjunto de vigilância sanitária da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
De acordo com Pimenta, as temperaturas médias mais altas também influenciam, uma vez que quanto mais alta for a temperatura, menor é o ciclo do ovo do mosquito, o que permite que a proliferação aconteça mais rapidamente.
Pimenta aponta que não são apenas os fatores climáticos que colaboram para o aumento do número de casos. Segundo ele, a falta de vacina e de cuidados para prevenção da doença influenciam o registro de mais ocorrências da doença.
Fonte: Redação Terra



