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Capitão Bororó garante que índios usam drogas nas usinas

Polícia Federal, não esta atenta ao problema que vem se agravando no dia-a-dia da comunidade

Preocupação – 29/10/2007

A desnutrição infantil é uma triste realidade na Reserva Indígena de Dourados e existe um grande esforço das autoridades competentes, religiosas e, inclusive, das classes política e médica para resolver esse problema que já matou diversas crianças, a maioria delas com menos de três anos de vida. Mas, as lideranças indígenas apontam que o álcool e o consumo de drogas, em especial a maconha e o crack, são, hoje, as principais causas para os transtornos que afligem as famílias indígenas do município.
O capitão da Aldeia Bororo, Luciano Arevalo, fez uma grave denuncia à folha de dourados: “Os índios estão levando drogas para as lavouras de cana-de-açúcar, já que não há fiscalização nos ônibus que transportam os trabalhadores das usinas de álcool. Ninguém é submetido à revista por parte das autoridades policiais, em especial, dos federais”.
Arevalo avalia que pelo menos “500 quilos de drogas são comercializados por mês na Reserva Indígena de Dourados, principalmente de maconha”. O capitão não descarta a infiltração de paraguaios e brasileiros entre os indígenas somente para repassar as drogas que vem do Paraguai.
De acordo com Arevalo as autoridades competentes, em especial a Polícia Federal, não estão atentas a este problema que vem se agravando no dia-a-dia da comunidade. “A polícia só vem aqui para fazer os levantamentos de homicídios e mais nada”, lamenta o capitão acrescentando que as drogas e o alcoolismo estão destruindo os jovens de sua comunidade.
Luciano Arevalo denuncia também que os índios estão comercializando bebidas alcoólicas nas aldeias, inclusive, com superfaturamento. Eles revendem um frasco de 600 ml de cachaça produzida no Paraguai que não custa mais do que 60 centavos de Real por R$ 3,00.

Fonte: Folha de Dourados

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