Saúde é tudo
Editoral Folha de Dourados – 05/11/2007
A partir desta semana a estrutura da saúde pública de Dourados sofrerá profundas transformações com o descredenciamento do Hospital Evangélico (HE) nos serviços de pronto-socorro e internação, o que obrigou o gestor, no caso o município, a uma reengenharia estrutural para continuar a atender a população local e de outras 37 cidades, já que Dourados é referência regional.
Para efetivamente provocar as mudanças necessárias, o poder público investiu pesado para adequar o Hospital Santa Rosa em Hospital da Mulher, cujas antigas instalações absolverão a demanda do Hospital Evangélico.
Ainda que as mudanças fossem exaustivamente debatidas e divulgadas à opinião pública e que a Prefeitura não mediu esforços para concretizá-las – um acontecimento é certo: pelo menos na primeira semana acontecerão transtornos que provocarão muitas reclamações por parte da população. Afinal, o HE tem sua imagem associada ao SUS pelas décadas de prestação de serviços. E a chiadeira terá mão dupla e ressonará tanto no hospital como na Secretaria Municipal de Saúde.
Portanto, nesse primeiro momento será necessária muita paciência da população, dos médicos, enfermeiros, funcionários administrativos, enfim, nas duas pontas da questão.
Quanto à mídia, é necessário frisar que prestar serviço à população neste momento delicado é informar, esclarecer em sua acepção mais ampla e, principalmente, evitar o sensacionalismo que, com certeza, lideranças descompromissadas vão querer provocar na busca de dividendos políticos.
Quiçá que essas transformações provoquem melhoras qualitativas e quantitativas no serviço de saúde pública prestado à população de Dourados e da região. Ainda que os problemas que envolvem o setor tenham dimensão nacional, é obrigação do poder público e também da sociedade civil organizada buscar, ainda que em médio prazo, a excelência naquilo que as pessoas têm de mais importante: a saúde.
Fonte: Folha de Dourados



