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Medicina pára até que UFGD decida sobre o internato

Cidade – 08/11/2007

Os acadêmicos do 5° ano do curso de medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) decidiram ontem abandonar as atividades até que a instituição defina os locais onde os 50 alunos vão cumprir em 2008, o estágio prático supervisionado, conhecido como internato. Segundo o acadêmico Fabiano Matsumoto, os alunos não vão mais freqüentar as aulas e os estágios práticos do curso até que haja uma definição sobre o plano de internato que será oferecido aos acadêmicos no último ano do curso. A decisão foi tomada após uma reunião entre os acadêmicos, o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias e a diretora do curso de medicina, Márcia Shinzatio. Os acadêmicos querem que a UFGD mantenha a política adotada com as turmas anteriores, que realizaram o internato nos hospitais de Campo Grande, como o Hospital Regional e Hospital Universitário. Neste ano, apenas dois acadêmicos do 6º ano do curso estão cumprindo o estágio prático supervisionado em Dourados. Os demais foram encaminhados para a capital. “A Saúde vive um momento de caos em Dourados e a gente não acredita que até o inicio do ano que vem seja possível melhorar essa estrutura para oferecer o internato no HU. Por isto estamos paralisando as atividades. A turma que uma definição sobre o plano de internato e garantias de que este estágio ofereça qualidade aos acadêmicos”, disse Matsumoto. Entretanto, é desejo da universidade que pelo menos 25 dos 50 acadêmicos permaneçam na cidade para realizarem o período de internato no HU (Hospital Universitário) de Dourados. Conforme o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, no próximo ano, o MEC fará uma nova avaliação do curso de medicina e por isto seria importante a realização de pelos menos parte do estágio prático supervisionado no município. “Os acadêmicos estão preocupados com a crise vivida pela saúde. No entanto, estamos nos esforçando para melhorar a estrutura do HU de modo a oferecer condições para a realização do internato do curso de medicina. Já conseguimos a liberação de R$ 3 milhões do MEC para aplicarmos no HU e até o dia 20 vamos apresentar aos acadêmicos o plano de internato para o ano que vem”, comentou o reitor. Segundo informações do  Diário MS, Matsumoto disse ainda que, caso não haja uma definição rápida por parte da UFGD, os acadêmicos vão solicitar ao MPE (Ministério Público Estadual) a instauração de ação judicial, pedindo a transferência do internato do próximo ano para Campo Grande.

Fonte: Folha de Dourados

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