Conheça características e riscos das principais drogas sintéticas
Alerta – 11/11/2007
O caso do brinquedo Bindeez, que deixou de ser vendido nos Estados Unidos, na Austrália e no Canadá por conter substâncias as quais, se ingeridas, podem produzir forte atividade no sistema nervoso humano, é mais um alerta sobre o perigo das modernas drogas sintéticas. Associadas principalmente a ambientes urbanos onde impera a música eletrônica, elas podem ser consideradas a última geração das substâncias cujo propósito é alterar os estados de consciência das pessoas.
É comum que essas moléculas sejam variantes de substâncias usadas legalmente para tratar mentais e de comportamento. Por isso, sua ação sobre o sistema nervoso parece ser especialmente potente, assim como as conseqüências de seu uso, mesmo quando ele é ocasional e, em tese, apenas recreacional — ou seja, com a intenção de aumentar a sociabilidade do usuário.
LSD
O LSD (sigla de ácido lisérgico dietilamida) afeta um tipo específico de “fechadura” química dos neurônios, fazendo com que um subsistema do cérebro funcione muito acima do que deveria. É possível que uma única área-alvo seja responsável pela maior parte dos efeitos da droga alucinógena, como a impressão de que objetos inanimados ganham vida ou de perda da diferenciação entre o “eu” da pessoa e o mundo exterior. As células mais afetadas seriam os chamados neurônios piramidais da camada V. Esses neurônios parecem fazer a ponte entre o córtex cerebral, a área mais “nobre” do cérebro, que comanda a consciência, e regiões que coordenam percepções e movimentos.
Além dos efeitos alucinógenos, a droga causa insensibilidade corporal, paralisia, náusea e tremores. Há relatos de que as “viagens” associadas à droga podem voltar até anos depois de um único episódio de uso, colocando o usuário em sério perigo se ele estiver, por exemplo, andando na rua ou realizando qualquer atividade que envolva precisão e risco.
Ecstasy
Cientificamente conhecida pela sigla MDMA, a droga virou quase sinônimo de raves e música eletrônica. Sua ação se direciona principalmente sobre outro sistema de troca de mensagens químicas do cérebro, o que envolve o neurotransmissor serotonina. O ecstasy basicamente cria uma hiperatividade antinatural desse sistema, o que tem uma série de efeitos no corpo e nas percepções do usuário.
O uso é acompanhado de uma sensação de euforia e do aumento da sensibilidade dos sentidos, mas o bem-estar pode esconder uma série de perigos. O organismo pode simplesmente superaquecer, sofrendo uma desidratação severa ou um aumento perigoso da pressão sangüínea. O ecstasy também é neurotóxico, ou seja, pode danificar de forma temporária ou permanente os neurônios.
Fonte: Folha de Dourados



