Cautela na saúde
Editoral – 12/11/2007
Em Dourados, a saúde pública passa pela maior reforma estrutural da história do município. É o desenrolar de uma crise entre a Prefeitura Municipal e o Hospital Evangélico que durava cinco anos, embora ambas as partes fizessem de tudo para que a transição fosse tranqüila, a fim de que a população sofresse menos impacto possível. É um exemplo de que o interesse público sempre esteve acima de qualquer questão.
Pelos acontecimentos registrados nessa primeira semana de mudanças até que não houve tantos transtornos, exceto no atendimento dos acidentados no trânsito pela necessidade de triagem no Hospital de Urgência e Trauma, antigo Hospital da Mulher. Ocorre que os procedimentos de alta complexidade, entre outros, continuam com o Hospital Evangélico e muitas vítimas de acidentes necessitam de internação no HE.
Todo o novo sistema SUS em Dourados precisará de tempo para os ajustes necessários e isso é natural. Numa engenharia que envolve vários atores e milhares de pessoas que dependem da saúde pública, com certeza aflorarão equívocos, dúvidas e questionamentos.
O momento é de construção e requer compreensão do bojo da sociedade civil, particularmente da imprensa, que deve colaborar com a Prefeitura na missão de esclarecer as mudanças à população. Nunca é demais lembrar que com saúde não se brinca.
Fonte: Folha de Dourados



