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PF apreendeu agrotóxicos, documentos e veículos em Dourados

Operação Ceres – 14/11/2007

Em Dourados, a PF (Polícia Federal) já apreendeu agrotóxicos, documentos e veículos, em cumprimento a mandados expedidos à Operação Ceres, desencadeada nesta quarta-feira (13 de novembro) na região sul do Estado. No município, pelo menos sete pessoas já estão presas. Além de Dourados, são cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Itaporã, Rio Brilhante, Sete Quedas, Amambaí, Iguatemi, Naviraí e Sonora. Os mandados expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Naviraí, no total de 70 de prisão e 76 de busca e apreensão, também são cumpridos em mais três Estados.Paraná: Guaíra, Nova Olímpia, Maringá, Nova Esperança, Campo Mourão, Sarandi, Umuarama, Marechal Cândido Rondon, Campina da Lagoa, Toledo e Cascavel; São Paulo: Adamantina e Flórida Paulista e Mato Grosso Primavera do Leste e Sorriso.A ação tem por objetivo desmantelar quadro quadrilhas especializadas nos crimes de contrabando de agrotóxicos, cigarros, couros de boi, pneus e produtos eletrônicos. Duas delas têm base em Sete Quedas, uma em Amambai e outra em Primavera do Leste, Mato Grosso.Três policiais militares estão presos. As prisões deles foram acompanhadas pela corporação, que no ano passado teve diversos policiais presos também por envolvimento em contrabando de agrotóxico. A PF cumpre ainda 76 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Naviraí.Nos alvos da Operação Ceres há pessoas que já foram investigadas pela PF nas operações Hidra, Piratas da Lavoura e Campo Verde, realizadas respectivamente pelas delegacias de Maringá e Guaíra, no Paraná, e Jataí, Goiás. Todas relacionadas ao comércio ilegal de agrotóxicos.O agrotóxico contrabandeado trata-se de produto sem qualquer inspeção por parte de órgãos públicos brasileiros que ateste se tais defensivos agrícolas podem ser utilizados nas plantações e no solo do Brasil sem haver prejuízo ao meio ambiente e à saúde humana. A conduta investigada se refere à prática ilícita de importar, manusear, guardar, armazenar, transportar, distribuir e utilizar agrotóxico sem a devida licença/homologação/autorização dos Ministérios da Saúde, Agricultura e Meio Ambiente (tríplice registro), como são devidas para o caso.Coletiva – Os delegados responsáveis pelas investigações vão prestar esclarecimentos à imprensa às 14 horas na Delegacia de PF de Dourados.Ceres – O nome da operação é uma alusão à deusa romana da agricultura, haja vista que a investigação visa proteger a boa agricultura na medida em que coíbe a utilização de produtos não-homologados pelos órgãos competentes e a concorrência desleal. (Colaborou o repórter Osvaldo Duarte, de Dourados).

Fonte: Folha de Dourados

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