Câmara têm 60 dias para prestar contas
Finanças – 16/11/2007
Representantes do Comitê Regional de Defesa Popular protocolizaram, na Câmara dos Vereadores, na última quarta-feira, um pedido de prestação de contas do Legislativo desde 2002. Segundo representantes de 10 entidades que assinaram o documento, o duodécimo da Câmara teria aumentado em 3% o que não justificaria o pedido de suplementação de verba feito recentemente pelo presidente da casa, Carlinhos Cantor (PR).Para o coordenador de Formação Política e Movimento Social da UFGD, Alceu Bittencourt, os investimentos e as despesas da Câmara serão analisados porque o número de vereadores diminuiu de 17 para 12, mas as despesas teriam aumentado. Segundo o estudante, os R$ 8 milhões destinados anualmente pela Prefeitura à Câmara estariam sendo mal aplicados. “Dá para comprar mais de 100 mil cestas básicas, ou ainda 534 casas populares e 400 carros populares. Queremos saber onde está sendo investido o dinheiro público e isso é um direito do povo. Faremos uma comparação de gastos e investimentos em cada gestão”, afirma Bittencourt.Com a solicitação, a Câmara de Vereadores de Dourados terá agora 60 dias para comprovar o destino do dinheiro, desde 2002. Caso o Legislativo se negue fornecer os dados ou se forem detectados erros, o caso será levado ao Ministério Público Estadual (MPE).CÂMARAO presidente da Câmara, Carlinhos Cantor (PR), afirma estar tranqüilo com relação as contas durante sua gestão e disse que já encaminhou o pedido do Comitê para o departamento financeiro e contábil da Câmara. “Quem trabalha honestamente não tem o que temer. Mesmo porque prestamos contas ao Tribunal de Contas do Estado e até hoje não houve qualquer irregularidade. Há cada quatro meses também publicamos nos jornais um balanço financeiro da Câmara”, disse ele.Para Cantor, os representantes do Comitê têm pleno direito de requerer a prestação de contas. “A população tem não só o direito mas o dever de exigir prestações de contas. Queria eu que toda instituição pudesse ser fiscalizada por órgãos como o TCE, mas nem todas são, como por exemplo o Sindicato dos Bancários”, finaliza o presidente.
Fonte: Folha de Dourados



