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Assembléia de MS tem 38% de ‘ruralistas’

Estado – 17/11/2007

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul é, entre os parlamentos estaduais e federais, a que proporcionalmente possui o maior número de integrantes que podem ser classificados como “ruralistas”, segundo estudo divulgado pelo site Excelências, da organização não-governamental Transparência Brasil. Dos 24 deputados estaduais, nove foram identificados como proprietários rurais ou com atividades ligadas ao setor.Segundo o Excelências, o parlamentar é considerado “ruralista” desde que o valor declarado de suas propriedades ou rebanhos (ou de ambos) seja equivalente a um percentual relevante do total de seus bens. As informações foram obtidas a partir das declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral, ao que oferecem de informações no Legislativo ou por “outras fontes”. Foram apresentados dados de 22 casas – incluindo a Câmara dos Deputados e o Senado.Na Assembléia sul-mato-grossense, o total de “ruralistas” equivale a 38% da composição da Casa, à frente do parlamento de Mato Grosso – que também possui 24 deputados, dos quais sete teriam atividades relevantes no setor rural (29%). Com o mesmo número de parlamentares e proporção, aparece a Assembléia do Rio Grande do Norte. As assembléias de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo não possuiriam parlamentares que se enquadram no perfil de “ruralista” da ONG.Em comparação com os parlamentos nacionais, a participação dos “ruralistas” no Estado é proporcionalmente muito superior. Na Câmara dos Deputados, dos 511 parlamentares, 27 estariam enquadrados neste perfil, ou 5% do total. Nenhum dos oito deputados sul-mato-grossense aparece na relação. Já entre os 81 senadores, quatro seriam “ruralistas” – novamente, nenhum dos três representantes do Estado aparecem na listagem.Assembléia
A lista de ruralistas no parlamento estadual inclui Akira Otsubo (PMDB, bens declarados à Justiça Eleitoral de R$ 1,305 milhão, incluindo 20 hectares de terras), Ari Artuzzi (PDT, R$ 140 mil referentes a 96 hectares de áreas rurais), Antônio Carlos Arroyo (PR, R$ 1,69 milhão e uma estância de 1,4 mil hectares em Miranda), Jerson Domingos (PMDB, R$ 1,52 milhão, incluindo 716 cabeças de gado, uma estância de 400 hectares em Rio Negro e 20 hectares de pastagens em Aquidauana ), Londres Machado (PR, R$ 10,5 milhões, incluindo 6,58 mil hectares distribuídos na Capital, Fátima do Sul e Dourados), Reinaldo Azambuja (PSDB, R$ 20 milhões, com 1,75 mil cabeças de gado e 2,5 mil hectares de terras, além de vários equipamentos rurais) e Zé Teixeira (DEM, R$ 3,2 milhão em terras, pastagens e participação em empresas rurais). Pedro Teruel (PT, R$ 2,8 milhão e cerca de dois mil hectares de terras), além de proprietário rural, atua no setor de aviação agrícola (com 90% de uma empresa do setor). Celina Jallad (PMDB), por sua vez, figura como empresária do setor do agronegócio (com patrimônio de R$ 1,3 milhão, incluindo 70% de uma empresa agropecuária em Rochedo). Todas as informações constam em relatórios do Excelências sobre cada parlamentar estadual.

Fonte: Campo Grande News

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