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Pesquisa aponta a falta de 75 mil moradias em MS

Estado – 26/11/2007

Entre 2005 e 2006, o déficit de moradias em Mato Grosso do Sul cresceu 24%, alcançando 75.195 famílias que vivem em situação inadequada ou dividindo o espaço com parentes, contra 60,467 do ano anterior. Em comparação ao número de moradias existentes, o percentual daquelas que precisam ser construídas aumentou de 8,9% em 2005 para 10,9% em 2006. O dado consta de pesquisa elaborada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a pedido do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil de São Paulo), que lançou nesta sexta-feira (23 de novembro) o movimento “Moradia para todos. Essa meta é possível”.O Sindicato apresentou dez propostas, parte delas adaptada do modelo do México, país que começou um programa considerado ousado no setor há três anos. Naquela época, o déficit habitacional era de 6,5 milhões entre os mexicanos, hoje caiu à metade e nos próximos três anos a meta é zerar, conforme o cenário levantado pelo Sinduscon na visita ao país da América na América do Norte.No Brasil, a pesquisa desenvolvida pela FGV Projetos identificou um déficit de 7,9 milhões de habitações em 2006, o equivalente a 14,6% . A pesquisa tem como base dados levantos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Onde o problema é maior – Confome o estudo, 93,1% do déficit brasileiro se concentra e em famílias com renda mensal de até 5 salários mínimos. Entre 1993 e 2006, o déficit absoluto (número de domicílios inadequados ou em coabitação) cresceu em 1,7 milhão de unidades habitacionais (+27,2%). Entretanto, o déficit relativo (porcentagem dos domicílios inadequados em comparação aos existentes) diminuiu de 16,9% para 14,6%. Os maiores déficits absolutos estão em São Paulo (1,517 milhão), Rio de Janeiro (752 mil), Minas Gerais (632 mil), Bahia (602 mil) e Pará (589 mil).A pesquisa revela ainda a que 59% do déficit referem-se a domicílios considerados inadequados. O número de moradias desse tipo no país hoje é de 1,972 milhão.

Fonte: Campo Gra

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