Funasa distribui nove mil cartilhas bilíngue sobre desnutrição infantil
Região – 28/11/2007
Nove mil cartilhas bilíngue (dialetos indígenas e português) começam a ser distribuídas hoje pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) com objetivo de erradicar o problema da desnutrição infantil. O trabalho – que conta com a parceria da Secretaria de Estado e Saúde (SES) – será desenvolvido até o final deste ano, na região sul do Estado.
Segundo o diretor regional da Funasa, Flávio Brito, o projeto é pioneiro em Mato Grosso do Sul e no Brasil. A idéia de elaborar o material com a participação direta das comunidades indígenas ajudou a Funasa no sentido de promover um trabalho mais direcionado, respeitando as características de cada etnia. “A participação direta das comunidades neste trabalho foi essencial para que alcançássemos, com maior precisão, o modo de vida de cada aldeia e, consequentemente, elaborar um trabalho mais eficiente”, explicou Flávio.
O projeto prevê a participação do corpo multidisciplinar da Funasa – que conta com 822 funcionários – entre agentes de saúde, psicólogos, educadores e outros. Na prática, esses profissionais vão identificar nas aldeias mulheres gestantes e lactantes para desenvolver o trabalho de conscientização, alertando da importância da amamentação. “Para alcançarmos o objetivo de acabar com a desnutrição infantil indígena deve começar com as mães destas crianças”, ponderou.
O projeto da cartilha de aleitamento materno para comunidades indígenas atende três etnias presentes no Estado: guarani/kaiowá, kadiwéu e terena. Segundo Flávio Brito, o trabalho levou dois anos para ser finalizado.
Distribuição de leite
A Funasa vai distribuir – juntamente com o projeto das cartilhas – 13 toneladas de leite em pó para as 2,4 mil crianças indígenas que vivem em Mato Grosso do Sul. A proposta é preventiva. Numa segunda ação, serão doadas cestas básicas de 22 kg para famílias que têm crianças com quadro de desnutrição ou abaixo do peso. Hoje são 80 crianças, segundo a Funasa, na condição de desnutridas. “A intenção é que parem de morrer crianças indígenas por desnutrição”, completou. (Correio do Estado).
Fonte: Folha de Dourados



