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Novo Diretório divide e equilibra PT de Dourados

Política – 03/12/2007

A Eleição de Natal Ortega para a presidência do Diretório Municipal do PT no último domingo (02) , trouxe equilíbrio de forças entre os dois principais pré-candidatos do partido para disputar a Prefeitura de Dourados, Wilson Biasotto e Egon Krakhekc mas também provoca a divisão do partido e uma disputa interna que pode fragilizar o próprio PT na campanha do ano que vem.
 
O racha ficou evidente na semana passada, quando o prefeito Tetila, apoiado pela Democracia Socialista (DS), pressionou para que Biasotto fosse indicado pré-candidato ainda na gestão do ex-presidente do partido, Ribeiro Arce, simpático a Biasotto. Natal Ortega, escolhido por consenso novo presidente, não concordou com a decisão, que deverá ser ignorada pela nova Executiva.
 
Fiel da balança – Composta por 11 membros, a Executiva é composta por membros do partido indicados pelo Diretório, de acordo com a força de cada grupo político. As tendências que apóiam o nome de Biasotto são: DS (10), Grupo das Mulheres (4), NIDS (2) 2 ATS (1), que juntos indicam 5 nomes para a Executiva. Já as tendências que apóiam Ego são: AE (6) e Campo Majoritário (8), que com o voto do presidente, Ortega, passa a ter, também, 5 membros na Executiva, equilibrando as duas forças. O 11º membro da Executiva é o líder do partido na Câmara de Vereadores, que será indicado no ano que vem e será o fiel dessa balança. A bola da vez, pelo critério de rotatividade da função, é o vereador Zé Silvestre, que teoricamente vota com o prefeito, logo, apoiará Biasotto. Mas Silvestre não quer “colocar a mão na cumbuca” e anda dizendo que pretende abrir mão da liderança da bancada. Se isso acontecer, o próximo da lista é o vereador Tenente Pedro, esse sim garante que assume e fecha com Biasotto.
 
Eleito no último domingo, o primeiro ato do novo presidente do PT de Dourados deverá ser a convocação dos 31 membros do diretório para que eles indiquem os seus representantes na Executiva. Depois disso a briga será burocrática, como muita conversa, briga e articulação, bem a tradição petista. Para ser ratificado como candidato, Egon e Biasotto terão que convencer pelo menos um adversário a mudar de idéia e de voto.

Fonte: Folha de Dourados

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