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Cidade Educadora mantém formação permanente

Dourados – 03/12/2007

O projeto Dourados Cidade Educadora mantém uma formação permanente. Semanalmente são realizadas reuniões com moradores de diversos bairros. Somente na sexta-feira, foram duas reuniões do coordenador-geral do projeto, Wilson Biasotto, com moradores dos bairros BNH 4º Plano e Vila Rosa.
Em todas as palestras, Biasotto sempre enfatiza a questão da diversidade, de etnia, de religião, de cultura. Para ele, a diversidade enriquece a sociedade. Neste sentido, segundo o coordenador, Dourados é privilegiado, porque tem na sua formação vários povos. São índios, paraguaios e migrantes de vários países e regiões do Brasil. “Por isso Dourados é uma cidade com uma riqueza imensa, é terra de todos os povos”, destaca.
 
Na reunião do 4º Plano, na Igreja Batista Boas Novas, Biasotto, que também é secretário de Governo de Dourados, fez uma pesquisa rápida e descobriu que lá haviam pessoas de Batayporã, Fátima do Sul, Minas Gerais e interior de São Paulo. “É por isso que essa é a terra de todos os povos”, enfatizou.
 
Ele explicou que o projeto Dourados Cidade Educadora tem o objetivo de fazer com que todos compreendam essas diferenças, a beleza dessas diferenças, se respeitem e passem a viver em paz. “Já pensou se Deus tivesse feito todos nós iguaizinhos?”, questiona. “Mas, ao contrário, nos fez diferentes na aparência, na etnia, porém da mesma raça, a raça humana”, acrescenta. Por isso, segundo Biasotto, nenhum grupo tem o direito de se sentir superior ao outro.

 
A outra palestra do coordenador foi no NRDC (Núcleo Rotário de Desenvolvimento Comunitário) da Vila Rosa. Biasotto lembra que um dos grandes desafios da humanidade é viver a diversidade, mas sem perder a identidade. Neste sentido, ele ressalta o trabalho que é desenvolvido na Reserva Indígena de Dourados, no Ponto de Cultura, onde as índias mais velhas ensinam as mais novas a fazer artesanato.
 
Isso, segundo Biasotto, é importante para que os índios mantenham a sua cultura. “Mas isso não quer dizer que os índios não tenham que estudar, que aprender uma profissão”, diz. “Tem de fazer tudo isso, mas sempre preservando a sua cultura, tradição, música, comida e arte”, esclarece.
 
O coordenador destaca Dourados como uma cidade riquíssima. “Aqui, se eu quiser comer comida baiana, italiana, gaúcha, mineira, japonesa eu encontro; se eu quiser ouvir qualquer ritmo eu ouço. É isso que nos enriquece”, destaca.

Fonte: AgCom

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