Governo exige trabalho e qualificação para dar bolsas
Educação – 12/12/2007
O programa de transferência de renda que o governo do Estado vai anunciar na próxima segunda-feira, exigirá que os integrantes das famílias atendidas passem por qualificação e façam trabalho voluntário voltado à comunidade. “O programa não vai olhar essas famílias como coitadinhos. A família tem que crescer”, enfatizou a secretária de Assistência Social, Tânia Garib, durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM 95.
Os programas sociais foram suspensos em janeiro deste ano. “A lacuna em 2007 foi necessária para ajustes do programa e da situação financeira”, observa. A expectativa é que até o mês de fevereiro de 2008 uma parcela das famílias já esteja com os cartões para receber o benefício. De acordo com a secretária, a reserva orçamentária é para pagar R$ 120 por mês a 50 mil famílias. Os recursos serão provenientes do FIS (Fundo de Investimento Social) e do Fecomp (Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza).
O custo mensal deve girar em torno de R$ 6,5 milhões. Conforme Tânia Garib, as exigências para que a família receba os R$ 120 mensais respeitará as particularidades de cada situação. A secretária exemplifica que em uma cidade, às 9h30, encontrou um casal, a mulher de 23 anos e o homem de 25 anos, em casa. “Eles não vão receber o benefício. Pois têm força no músculo para ir atrás de emprego. Já na casa vizinha, a sogra da moça cuidava de cinco, seis netos, esta merece [receber]”, analisa. A secretária destaca que o repasse mensal será para auxiliar no orçamento e a expectativa é despertar para o trabalho.
Segundo a secretária, em visita ao Estado, é perceptível o estado de desânimo. “Em Três Lagoas, em um alojamento com 1,4 mil homens que trabalham na cidade, não tinha um sul-mato-grossense. Todos eram nordestinos”, salienta. O novo programa social deverá ter um sistema para denuncia de irregularidades. A secretaria de Assistência Social manteve o programa de gerenciamento utilizado pelo governo passado.
Pobres – A Setass (Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária) iniciou na metade deste segundo semestre um censo para levantar os números de pessoas que formam as classes sociais D e E em Mato Grosso do Sul. Tânia Garib aponta que em algumas cidades pequenas já foi possível constatar a existência de uma parcela significativa da população que não possui alternativa de renda. O levantamento também irá subsidiar programas estaduais de habitação e saúde.
Fonte: Campo Grande News



