Desenvolver Arranjos Produtivos Locais é meta
Governo do Estado – 27/12/2007
Uma das estratégias de atuação do Governo Estadual no âmbito da Superintendência de Ciência e Tecnologia (Sucitec) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (SEMAC), para o desenvolvimento do Estado, é a realização de ações integradas de gestão na área de C,T&I para Arranjos Produtivos Locais (APLs).
APLs são empreendimentos que existem em determinado território ou indivíduos que atuam em torno de uma atividade produtiva predominante, e que compartilham formas percebidas de cooperação e algum mecanismo de governança semelhantes entre si (como por exemplo, aspectos culturais, sociais e de métodos de produção). O objetivo da atual administração é utilizar a convergência de ações com os diversos órgãos de governo e outras instituições de apoio, tanto públicas quanto privadas, para incrementar os esforços de aumento de competitividade das diversas cadeias produtivas.
Segundo o superintendente da Sucitec, José Sabino, micro e pequenas empresas inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) são mais produtivas, competitivas e ágeis, que negócios com atuação isolada. “O princípio é enxergar o vizinho como colega e não como concorrente além de aproveitar a união para atrair para a região fornecedores e distribuidores especializados, escolas técnicas para capacitação de mão-de-obra e elaborar projetos conjuntos que favoreçam toda cadeia produtiva”, explicou.
O APL é uma ferramenta de desenvolvimento industrial regional. Ela estimula o crescimento e a competitividade das micro e pequenas empresas, que ganham experiência, flexibilidade e escala produtiva. Ajuda gerar emprego, salário e renda, respeitando as vocações e competências da região. “Em um ambiente de negócios como o brasileiro, cujo cenário é bastante adverso, os APLs levam os pequenos a empreender, a buscar produtos diferenciados e inovadores, com maior tecnologia agregada. Com isso, aumentam o faturamento e os salários. Essa ajuda é muito bem-vinda, já que estas empresas tendem a atuar somente no dia-a-dia, por questão de sobrevivência, e não trabalham pensando na competitividade, em ganhar mercado”, afirmou José Sabino.
Uma empresa não participante tem mais dificuldades na hora de comprar máquinas e equipamentos, administrar a mão-de-obra e atualizar-se. Quem participa de uma APL tem acesso facilitado à mão-de-obra, novas tecnologias, fornecedores locais e também distribuidores. Suas vantagens vão desde a redução de custos, curva de aprendizado menor, melhor noção sobre os passos do mercado e da concorrência, compra conjunta de máquinas e matéria-prima até a obtenção de um maior poder de barganha diante dos atacadistas.
Fonte: Folha de Dourados



