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2007 foi um bom ano

Waldir Guerra – 31/12/2007

                                                                            Waldir Guerra  
         Dos cinco anos do governo Lula, este de 2007, foi o melhor de todos, sem dúvida. Não foi aquela maravilha que queríamos, mas além de ter sido bem melhor que os anteriores, ainda deu uma melhorada geral na situação dos brasileiros mais pobres. 
         Com a inclusão de 20 milhões de brasileiros na classe “C” vindos das classes D e E, houve um bom fortalecimento na economia porque foram 20 milhões de pessoas incorporadas, a mais, em 2007 com poder de compra. E esta é uma das poucas realizações que realmente se pode creditar ao seu governo – das tantas que Lula gosta de gabar-se diariamente dizendo suas. 
         A disparada nos preços da soja e do milho, que aconteceu pela alta internacional no preço do petróleo, salvou o agronegócio no Brasil. Não fosse essa alta a lavoura teria saído direto da UTI – onde estava pelas perdas diversas e pela queda do real – diretamente para o necrotério. Com a elevação dos preços, especialmente da soja, os agricultores agora estão fora da UTI, apesar de continuarem nas enfermarias bancárias. 
         O Brasil foi indicado para sediar a Copa do Mundo em 2014. Habilitou-se para isso graças à boa organização dos Jogos Pan-americanos e isso tem muito a ver com a área governamental, sim, mas mais com a Prefeitura do Rio de Janeiro que para isso fez das tripas coração nesse esforço.  Nós já merecíamos esse prêmio em sediar mais uma Copa, afinal, ninguém tem paixão maior pelo futebol que os brasileiros. Foi uma conquista, sim, e iremos dar conta do recado daqui a seis anos. 
         A perspectiva de dominarmos um grande mercado mundial no setor dos combustíveis através da exportação futura do álcool de cana foi também uma conquista confirmada em 2007, basta se ver a quantidade de usinas em construção pelo país todo. Grande parte disso pode ser creditada, não ao governo de Lula, mas ao próprio Lula que saiu por esse mundo afora cantando de galo com o assunto biocombustíveis. Agora o governo dele precisa construir os dutos necessários para exportar o que propagou lá fora. 
         Para os sul-mato-grossenses o ano de 2007 foi o inicio de um novo governo e, este novo governo, já demonstrou neste ano de 2007 que o Estado tem, sim, a possibilidade de recuperação. Foram oito anos de incompetência administrativa e inchaço da máquina estatal. Tipo de administração que acabou; graças a Deus! – e aos eleitores, claro. 
         Os douradenses também tiveram uma grande conquista em 2007; foi a consolidação da UFGD, Universidade Federal da Grande Dourados. Implantada ela já estava, mas capengava um pouco, antes deste ano. A partir de 2007 ela é um patrimônio da cidade e de toda a Grande Dourados. Obra do governo federal, mas do esforço pessoal dos políticos douradenses: Laerte Tetila, Murilo Zauith, Geraldo Resende e João Grandão. Eles merecem o nosso reconhecimento.  
         Pessoalmente, para mim, 2007 foi o ano que publiquei um livro e isso me trouxe muita alegria porque frequentemente recebo comentários sobre ele, quer de amigos e mesmo de desconhecidos e a cada comentário me torna sempre um pouco mais feliz. Vejo 2007 se encerrando e lembro que foi um ano feliz porque tive boa saúde e estive aqui nesta coluna todas as segundas-feiras deste ano.  
         Bom final de 2007 a vocês! 
         
Cidadão douradense; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.

Fonte: Folha de Dourados

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