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Temporão descarta epidemia mas alerta turistas

Febre amarela – 10/01/2008

 

O Ministério da Saúde descartou  a ocorrência de casos de febre amarela urbana no país e garantiu que não faltarão vacinas para quem precisar se imunizar contra a doença. “Não precisa ter nenhuma preocupação sobre possibilidade remota de volta da febre amarela urbana”, afirmou a jornalistas o ministro José Gomes Temporão, que ressaltou que o país não vive uma epidemia da doença. Temporão destacou que o principal foco de atenção das autoridades são os turistas, brasileiros e estrangeiros, que viajam a áreas consideradas de risco, uma vez que a maioria da população residente nesses locais já seria vacinada contra a doença. Para tentar garantir que os viajantes se protejam contra a febre amarela, o Ministério da Saúde trabalha em conjunto com o Ministério do Turismo e das Relações Exteriores para reforçar a divulgação de informações sobre a necessidade da vacinação, que só garante imunidade 10 dias após a dose, disse o ministro. “Todas as pessoas que necessitarem ser vacinadas por questões de deslocamento serão atendidas”, afirmou. Ele acrescentou que na terça-feira a Fiocruz repassou ao ministério mais 2 milhões de doses da vacina, que serão distribuídas às regiões de maior procura. Nenhum dos dois pacientes que morreram estava vacinado e ambos estiveram em áreas rurais antes de adoecerem, segundo o ministério. Ao todo 17 Estados do país são total ou parcialmente considerados áreas de risco. As regiões do Centro-Oeste e do Norte são consideradas áreas endêmicas. Desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil e todos os casos registrados nos últimos anos são de pessoas que contraíram a doença ao entrar em matas. Dados do ministério mostram que, entre 1996 e 2007, o Brasil registrou 349 casos de febre amarela silvestre, com 161 óbitos.

Fonte: REUTERS

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