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Cesta Básica apresenta alta de 2,27% em dezembro

Inflação – 10/01/2008

           
O Índice da Cesta Básica Alimentar em Campo Grande-MS, composta por 15 itens para a alimentação diária de um trabalhador adulto, para o mês de dezembro de 2007, apresentou aumento de 2,27% em relação ao mês anterior, registrando o custo de R$ 178,12, que no mês anterior foi de R$ 174,16. As variações acumuladas registraram no ano 16,19% e, nos últimos seis meses, apresentou variação positiva de 8%. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia (Semac).
 
Entre os 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, cinco registraram altas: feijão (20,12%), alface (10,98%), banana (9,47%), óleo (4,78%) e carne (3,05%). Os produtos que apresentaram queda foram: tomate (-9,36%), batata       (-6,27%), margarina        (-5,70%), macarrão (-5,61%), leite (-4,80%), açúcar       (-2,92%) e arroz (-2,48%). Laranja, sal e pão não tiveram seus preços alterados.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de feijão foi inferior 3,9% ao colhido no ano de 2006. A estiagem prolongada no segundo semestre de 2007 atrasou o plantio da safrinha, diminuindo sua oferta, que gerou um aumento de preço (20,12%). O feijão foi o produto que apresentou a maior alta no ano passado, com variação de 81,48%. A tendência é que seus preços registrem queda para o início deste ano até a entrada da nova safra.
Além do feijão, também apresentaram os maiores aumentos em 2007: batata (68,06%); óleo (29,56%); carne (26,26%); banana (17,68%); laranja (16,69%); pão francês (15,02%); alface (10,97%); macarrão (10,68%) e leite tipo C (8,19%). Em dezembro/07, o preço do óleo registrou alta de 4,78% devido ao aumento da cotação da soja no mercado internacional . Os preços internos acompanham esse mercado.
O preço do tomate caiu 9,36%, tendo em vista o período de safra, o que aumenta a oferta do produto no mercado. Fatores climáticos adversos causaram uma baixa qualidade do produto em algumas regiões brasileiras, o que também contribuiu para uma queda de preço. Vale destacar que, no ano de 2007, o tomate apresentou queda de 24,37%.
Com a entrada de novas usinas Sucro-Alcooleiras no Estado aumentou a oferta do açúcar o que levou à baixa de preço (-2,92%), associada à produção que ganhou impulso com o aumento do plantio da cana. Ressalte-se que, no mercado varejista de Campo Grande, há várias marcas oferecidas de produção local do Estado.
 
No ano de 2007, o açúcar apresentou a maior queda, registrando variação de    -34,48%. Em seguida,  tomate (-24,37%); margarina (-11,75%); sal (-11,55%) e arroz (-0,01%).
 
As exportações e importações de produtos sazonais, como a farinha de trigo, alho e soja, e a oferta de produtos destacados para atrair clientes e períodos climáticos foram fatores que predominam o resultado final dos preços dos produtos básicos de consumo em 2007.               
 
Em relação às horas trabalhadas, o trabalhador, para comprar a cesta em dezembro de 2007, precisou despender 103 horas e 07 minutos e no levantamento anterior foram necessárias 100 horas e 50 minutos. Ao longo do ano, o maior dispêndio ocorreu em março (106h e 55 min) e o menor registrou no mês de julho (91h e 30 min).
Considerando o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 380,00, restou-lhe R$ 201,88 para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros serviços. Em relação ao mês anterior, o trabalhador precisou desembolsar mais R$ 3,96 para aquisição da Cesta Básica Alimentar.
Em síntese, pode-se dizer que apesar da Cesta Básica apresentar uma variação anual altista (16,19%) em 2007, o trabalhador para adquirir esse pacote manteve um comprometimento mensal entre 41% a 49% da sua renda (R$ 380,00).  
 Cesta Básica Familiar- Recomendada para uma família composta por cinco pessoas, o Índice da Cesta Familiar de Campo Grande, em dezembro/2007, apresentou uma variação de 2,06%, fechando o mês com um custo de R$ 835,98, enquanto no mês de novembro/2007 foi de R$ 819,07. O aumento no custo de aquisição da cesta foi de R$ 16,91 em relação ao mês anterior.  A variação acumulada no ano e nos últimos seis meses contabilizou, respectivamente, variações de 8,29% e 1,66%. Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 21 apresentaram alta de preços e 21 apresentaram queda. Laranja e pão mantiveram seus preços inalterados.
 
Para o Grupo Alimentação, os produtos que apresentaram as maiores altas na pesquisa foram: feijão (20,14%), alface (11,01%), banana (9,45%), manteiga (6,55%), frango (5,81%), óleo (4,93%), mandioca (4,93%), queijo (4,57%), couve (4,50%), doces (3,33%).  Alguns produtos que registraram baixas foram: tomate      (-9,47%), batata (-6,35%), macarrão (-5,61%), margarina (-5,48%), leite (-4,81%), cenoura (-4,72%), mamão (-3,33%),  alho       (-3,25%), açúcar (-2,76%) e sal      (-2,57%). Pão e laranja não apresentaram alteração de preço.
 
Devido a fatores climáticos adversos, os produtores concorrentes internacionais de banana reduziram a sua oferta, o que gerou um aumento de preço de 9,45% em dezembro. O frango registrou alta (5,81%) devido a um aumento dos componentes da ração (milho e soja). O aumento do volume ofertado de batata no mercado, devido ao período de safra em algumas regiões do país, causou queda de preço (-6,35%) do tubérculo.
 
O leite, cujos preços tiveram altas consideráveis no período de entressafra, tende à normalização de produção em função das chuvas que renovaram as pastagens e conseqüentemente , o aumento da oferta do produto pressiona os preços para baixo.
O Grupo Higiene Pessoal registrou variação positiva de 0,45%. O papel higiênico (3,09%), absorvente (0,72%), e a lâmina de barbear (0,11,%) registraram alta. Os produtos que tiveram seus preços em queda foram: sabonete (-1,96%) e dentifrício (-0,71%).
O Grupo Limpeza Doméstica  apresentou variação negativa de 0,10%, destacando os seguintes produtos: água sanitária (-12,10%) e detergente (-4,50%). Os que apresentaram alta de preço foram: esponja de aço (2,58%), sabão em barra (1,85%), desinfetante  (1,68%), sabão em pó (0,25%) e cera em pasta (0,15%),  .
Em termos de renda versus salário-mínimo, a pesquisa verificou que houve um comprometimento de 44% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, R$ 1.900,00 para atender uma família composta por cinco membros.
Os produtos da Cesta Básica Familiar que apresentaram maior alta foram: abobrinha (89,78%); feijão (81,66%); batata (67,82%); mandioca (51,93%); cebola (48,46%); óleo (29,5%) carne (26,25%); fubá (25,88%); desinfetante (20,52%) e ovos (19,96%). As maiores queda foram: açúcar (-34,54); tomate (-24,45%); água sanitária (-19,28%); margarina (-11,54%);  sabão em pó (-11,26%); sal (-10,94%); absorvente (-10,83%); alho (-9,73%); doces (-7,47%) e pão doce (-5,60%).

Fonte: Folha de Dourados

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