MASP reabre portas para o público
Arte – 11/01/2008
Com seu esquema de segurança remodelado, o Masp reabriu suas portas para o público nesta sexta-feira (11), às 11h, e reapresentou as telas “Retrato de Suzanne Bloch”, de Pablo Picasso, e “O lavrador de café”, de Candido Portinari, furtadas em 20 de dezembro último e recuperadas na última terça-feira (8). Mas os holofotes trazidos pela ação em torno das duas peças, avaliadas em US$ 100 milhões, também devem chegar a outras obras do acervo mais importante da América Latina – e que, em meio a crise por que passa o museu nos últimos anos, vinha sendo pouco valorizado. Com uma coleção de 8.000 obras, embora apenas pouco mais de 200 estejam expostas para os visitantes, o Masp tem trabalhos fundamentais de diversas épocas da arte, tanto européia quanto brasileira. Além de Picasso e Portinari, o acervo possui – em apenas uma passagem rápida – mestres como Monet, Matisse, Chagall, Cézanne, Gauguin, Renoir, Van Gogh, Matisse, Delacroix, Lasar Segall, Di Cavalcanti, Volpi e Victor Brecheret. “Tudo o que existe no Museu de Arte de São Paulo eu considero extremamente importante para todos nós. Claro que é um grande contentamento a reintegração das duas obras furtadas, mas, além de comemorar, nós temos que voltar nossas atenções e esforços para que todos aproveitem da riqueza cultural que oferece o Masp”, afirma Elza Ajzenberg, professora da USP e ex-diretora do Museu de Arte Contemporânea. Para o crítico de arte e professor da Unicamp Jorge Coli “é realmente difícil apontar apenas algumas poucas obras. Todas parecem cruciais e o museu, apesar de pequeno em seu conjunto, tem peças muito bem escolhidas”. Ex-curador do próprio Masp e também professor da Unicamp, Luiz Marques, autor de um abaixo-assinado na internet em que pede que o poder público assuma o museu – uma instituição privada – apontou três pintores essenciais, mas fora dos nomes mais reconhecidos do grande público. A pedido do G1, Marques escolheu “Paul Viaud em almirante do século XVIII (O almirante Viaud)”, de Henri de Toulouse-Lautrec, “uma obra-prima excepcional do museu”, “Ecce Homo ou Pilatos apresenta Cristo à multidão”, de Jacopo Tintoretto, e “Retrato de Auguste Gabriel Godefroy (Jeune ecolier qui joue au toton)”, de Jean-Baptiste-Simeón Chardin, “um quadro que especialmente me agrada”, diz.
Fonte: G1



