Leia a entrevista completa de Luiz Machado
Política – 15/01/2008
Entrevista
‘Carlinhos confirmou a existência do documento de expulsão numa reunião da executiva do partido’, disse Luiz Machado.
José Henrique Marques
Douradense da gema, o médico e ex-vereador Luiz Machado de Souza é um homem bastante experiente. Nas últimas eleições municipais, tentou voltar à Câmara Municipal, mas ficou na suplência do PL, hoje PR, depois da junção com o Prona.
E na suplência, tocou sua vida profissional em frente, principalmente como médico de família no PSF da Vila Cachoeirinha, onde é muito respeitado.
Mas, uma imprudência do vereador Laudir Munaretto, que trocou o PR pelo PMDB, pode levar Luiz Machado de volta à vereança em Dourados. Acatando uma decisão da executiva municipal do partido e a vontade de candidatos, que como ele, contribuíram com a legenda, nas eleições passadas, ele requereu a vaga de Munaretto com base na lei de infidelidade partidária.
Nessa entrevista à folha de dourados ele disse que o vereador Carlinhos Cantor, presidente da executiva municipal do PR confirmou a existência de um documento expulsando Munaretto do partido.
folha de dourados – O que levou o senhor a requerer junto ao TRE uma vaga na Câmara Municipal, no lugar do vereador Laudir Munaretto que deixou o PR e foi para o PMDB?
Luiz Machado – Primeiro, o direito do cidadão que participa de uma agremiação política de requerer o mandato. Todos conhecem a decisão do STF quanto à infidelidade partidária. A Justiça está corretíssima. O mandato, realmente, pertence ao partido.
folha de dourados – Por que, então, não foi o partido quem requereu o mandato como as outras agremiações partidárias fizeram?
Luiz Machado – Essa é uma decisão da executiva municipal do partido, que reunida decidiu por unanimidade. Como o presidente, o vereador Carlinhos Cantor, não estava presente por motivos particulares, ele foi comunicado logo após a decisão. Apesar de afirmar que acataria a decisão da executiva, não o fez. Então, em respeito à vontade de meus colegas de executiva e de candidatos que participaram da campanha, ajudando a legenda, tomei a decisão de requerer o mandato, já que o primeiro suplente Joaquim Soares não tem mais interesse exercer mandato eletivo. Inclusive, ele renunciou à suplência através de documento registrado em cartório.
folha de dourados – Mas, o vereador, presidente da Câmara e do PR em Dourados, Carlinhos Cantor, alega que teria expulsado Munaretto. Esse argumento não é bastante forte na defesa dele?
Luiz Machado – Com a orientação da executiva regional do partido, o processo de expulsão tem os trâmites que devem ser seguidos. O principal deles seria o motivo da expulsão, constando em ata, com assinatura de todos os membros e o ato só aconteceria após avaliação da executiva regional.
folha de dourados – Afinal, o documento existe?
Luiz Machado – Pelo menos, o vereador Carlinhos Cantor confirmou a existência numa reunião da executiva municipal. Eu não vi o documento, mas algumas pessoas me disseram que viram o tal documento. Se existe mesmo, deve aparecer agora, em sua defesa.
folha de dourados – Se o documento aparecer irá complicar a situação do vereador Carlinhos Cantor, que pode ser cassado por quebra do decoro parlamentar. Como o senhor avalia essa possibilidade?
Luiz Machado – Essa será uma decisão da Câmara de Vereadores, não será minha, porque não tenho nada a ver com isso, estou apenas acatando uma decisão da executiva municipal do PR e dos companheiros que ajudaram o partido e a coligação a ter mais de 16 mil votos na legenda.
folha de dourados – O senhor pretende continuar na política?
Luiz Machado – Estou muito bem na minha profissão, trabalho onde gosto (médico de família na Vila Cachoeirinha) e onde as pessoas gostam de mim e sou útil para a sociedade.
folha de dourados – Como o senhor avalia as eleições municipais de 2008? Qual o caminho que seu partido deve trilhar?
Luiz Machado – É claro que essa é uma decisão partidária. Temos que avaliar de qual maneira o programa do partido pode ser viabilizado. Particularmente, estou muito envolvido na saúde pública e isso vai pesar muito na minha decisão, como membro da executiva. Mas, tudo depende de meu partido, que é forte, coeso e que pode ter candidatura própria.
Fonte: Folha de Dourados



