Como aliados são rivais, Lula não fará campanha em MS
A rivalidade entre o PMDB, o PDT e o PT pode afastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul
Política – 28/01/2008
A rivalidade entre o PMDB, o PDT e o PT pode afastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul. Lula declarou, na reunião ministerial do início da semana passada, que só irá aos municípios onde os partidos da base aliada não forem adversários. Em Campo Grande, porém, os aliados ao presidente são grandes rivais. De um lado está o PMDB, lutando para manter a hegemonia de 20 anos administrando a maior cidade de Mato Grosso do Sul. O PT, enfraquecido, pretende entrar na disputa com candidatura própria ou aliado ao PDT para ajudar a derrubar o rival da prefeitura. Não será uma missão fácil.
O PDT, que quer alguém do PT como vice, está dividido entre manter a parceria com o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), ou entrar na corrida pela prefeitura. O maior entusiasta da candidatura do PDT é o próprio pré-candidato do partido, deputado federal Dagoberto Nogueira. Ele está usando todas as armas para entrar na briga e tirar a cadeira de Nelsinho.
Os petistas admitem que não será fácil impedir a reeleição do prefeito. Ele é o franco favorito, além de contar com apoio do governador André Puccinelli (PMDB). Nem quando estava no Governo, o PT teve força para derrubar o PMDB em Campo Grande, e não será agora, debilitado e fora do poder, que o partido vai conseguir ganhar a eleição. É o que pensa um influente petista.
Mas quando se discute a hipótese de aliança dos dois partidos na Capital, as conversações não avançam. Nem o fato de o PMDB de Mato Grosso do Sul ser aliado ao PT no Governo federal abre caminho para acordo em Campo Grande. ‘Não há conversa’, comentou dias atrás o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), que não vê clima para aliança dos dois partidos. (Correio do Estado).
Fonte: Folha de Dourados



