Líderes do PMDB e do PT vão articular a queda de Bonelli
Incra – 06/02/2008
Depois de passar a tempestade da guerra pelo comando do Incra, alguns líderes influentes do PT e do PMDB deverão se reunir para iniciar, sem alarde, articulações da escolha de um novo nome para substituir Luiz Carlos Bonelli. A conclusão é que Bonelli vai sair fortalecido ao derrotar o senador Valter Pereira (PMDB) na disputa pelo controle do Incra e depois vai se sentir no direito de enfrentar o governador do Estado ou qualquer outro parlamentar. Ninguém quer ficar refém do superintendente do Incra.
A avaliação das lideranças dos dois partidos é que a permanência do atual superintendente no Incra não é consenso no PT. E muito menos no PMDB. Ele vem sendo criticado por atender mal e fazer descaso das reivindicações dos parlamentares. “A troca de comando é essencial, porque o Estado não pode ficar refém de Bonelli”, comentou um parlamentar petista, que pediu anonimato, porque tem problemas de relacionamento com o superintendente. Mas assinou a carta em defesa de sua permanência. Ele disse que fez isto para o PT não perder um cargo considerado estratégico no Estado.
“Na verdade, Bonelli não atende ninguém. Ele é muito arrogante. Imagina agora se ficar no cargo depois de peitar um senador?”, questionou o parlamentar petista. Ele ressaltou ainda que é muito difícil dar sustentação política a uma pessoa enrolada em irregularidades na administração do Incra em Mato Grosso do Sul.
Tática do bloqueio
A tática adotada por Bonelli de mobilizar os acampados para bloquear rodovias federais e parar o Estado foi considerada uma violência e que, até o momento, está dando certo para segurá-lo no cargo. “Até quando ainda ninguém sabe”, comentou outro parlamentar, que é do PMDB e contrário a Bonelli. Mas não apoiou explicitamente a nomeação do professor Flodoaldo Alves de Alencar para não fomentar a revolta dos sem-terra, que poderiam promover invasões de propriedades rurais em todo o Estado.
A informação que o Planalto recebeu é que o superintendente do Incra pressionou os acampados a bloquear as rodovias para não perder a inscrição da distribuição de terra. Tudo teria sido orquestrado e o resultado foi o caos e a baderna em Mato Grosso do Sul. (Correio do Estado).
Fonte: Folha de Dourados



