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PMDB desiste de confrontar Dilma por cargos no setor elétrico

Política – 13/02/2008

Depois de dois vetos a nomes do PMDB impostos pela ministra Dilma Roussef, o PMDB decidiu aceitar a indicação da preferência dela para a presidência da Eletrobrás. Desta forma, Flávio Decat, que já foi indicado pelo PMDB, deverá ser sacramentado nesta tarde como futuro presidente da empresa, durante audiência do ministro Edison Lobão, com o presidente Lula.    O senador José Sarney indicou, primeiramente, Evandro Coura para o cargo – obtendo a bênção de Garibaldi Alves, presidente do Senado, para fazê-lo presidente da Eletrobras. Dilma Roussef viu impropriedade na indicação por ter sido Coura presidente da Associação de concessionários de energia elétrica. Sarney, então, indicou José Antonio Muniz. Mas Dilma Roussef também não gostou e tem dito que Flávio Decat é mais apropriado para o posto e também teria a bênção de parcela do PMDB – ele teve sua indicação referendada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral.     Se Decat for nomeado, será a segunda vez que Cabral referenda um nome da preferência do Palácio do Planalto, encampando como nome do partido. O outro caso é o do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, preferido do presidente Lula que acabou sendo nomeado na cota do PMDB, por meio do aval de Sérgio Cabral.     – O PMDB não tem razão para brigar – disse o líder da bancada na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, enumerando os cargos que deve sair para o partido nesta audiência de Lobão com o presidente Lula.     Entre eles, a nomeação de Miguel Colassuono para a diretoria financeira e administrativa da Eletrobras, como indicação do PMDB de São Paulo; de um afilhado do senador José Maranhão para outra diretoria; mais um nome do PSC, que é do bloco peemdebista, para uma diretoria de Furnas, além de, no dia 29 de fevereiro, na reunião do Conselho Administrativo da Petrobras, estar prevista a escolha de Jorge Zelada para a diretoria Internacional da Petrobras. Há, ainda, a possibilidade de o afilhado politico de Jader Barbalho, Lívio Assis, ser sacramentado na presidência da Eletronorte. O nome dele recebeu vetos da Abin por conta de processos administrativos que existem contra ele, mas o PMDB garante que ele tem resposta para todos eles. Se as certidões negativas chegarem ao Palácio do Planalto, a nomeação poderá ser efetivada. (Escrito por Cristiana Lôbo, postado no blog “Os bastidores da política” e publicado no site globo online).

Fonte: Folha de Dourados

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