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Empresa quer levar os milionários brasileiros a Dubai

Mercado Imobiliário – 23/02/2008

Dubai tem opção de investimento imobiliário para todos os bolsos – cheios. Com projetos suntuosos e simultâneos, a cidade tem atraído recursos do mundo inteiro e quer seduzir também os brasileiros que podem arcar com imóveis entre US$ 300 mil e US$ 40 milhões.
O momento é adequado. Conforme levantamento divulgado pela consultoria The Boston Consulting Group (BCG), o número de milionários no País aumentou em 60 mil pessoas somente no último ano, totalizando 190 mil no território nacional.
“Muitos presidentes de companhias, investidores individuais ou institucionais já têm empresas off-shore, assim como acontece na Inglaterra e Suécia”, avalia Cecília Reinaldo, a brasileira que comanda a High Society nos Emirados Árabes. Em uma carteira de clientes que inclui bancos de investimentos e jogadores de futebol, a empresa imobiliária realizou vendas no volume de US$ 400 milhões (cerca de 1,4 bilhão de dirhans, moeda oficial dos Emirados) – com comissões que variam de 2% a 3% – e registrou receita superior a US$ 10 milhões.
O interesse dos brasileiros já tem sido crescente, especialmente nos últimos seis meses, segundo a executiva, que tem sido procurada por construtoras e investidores. “Ajuda muito ter um vôo direto”, pondera, referindo-se à linha da Emirates Airlines.
A valorização dos imóveis em Dubai ainda na planta é enorme e por isso tão sedutora. No The Palm, complexo formado por três palmeiras com ilhas construídas para abrigar casas de alto padrão com marinas individuais, uma casa de três quartos poderia ser comprada há três anos por US$ 300 mil – hoje é negociada por 500% a mais.
“É um projeto que chamou muita atenção dos estrangeiros e foi todo vendido. A terceira palmeira ainda não foi montada e já está comercializada por completo”, conta Cecília, uma das responsáveis pela venda do projeto.
A maior pechincha negociada hoje ali são apartamentos de um dormitório com área privativa de 100 m – espaço que, no Brasil, abrigaria pelo menos três quartos -, por pouco mais de US$ 500 mil. E o mais caro? “O céu é o limite”, responde Cecília. Para as casas com área superior a 1 mil m e praia particular, os valores ultrapassam US$ 10 milhões.
Mesmo para locação, a rentabilidade é atrativa, hoje da ordem de 20% ao ano. “A vantagem é que o pagamento não é mensal, mas anual e, em caso de inadimplência, o caso não é levado para a Corte. É só chamar a polícia”, afirma a executiva. Aliás, é na legislação que os investidores encontram seu porto seguro.
Outros projetos megalomaníacos compõem o portfólio de Dubai, como a Dubailand, que terá o dobro do tamanho da Disney World; um complexo esportivo com 7,5 km² de área incluindo arenas para futebol, tênis, golfe, hotéis e serviços; o “The World”, composto por 300 ilhas artificiais (negociadas individualmente por US$ 6,2 milhões a US$ 36,7 milhões) e que na visão aérea replicam o mapa mundial; além do Hydropolis, hotel completamente submerso no mar e suítes com paredes de vidros para visão do oceano.
A High Society, para aproveitar a ebulição do mercado, vai partir para incorporação de empreendimentos comerciais. Este ano serão três projetos. “Teremos participação de 20% em cada um deles, cujos terrenos já foram adquiridos na região onde será construído o The Burs Dubai, que será a torre comercial mais alta do mundo compondo a baía de negócios que os árabes esperam ser a nova Manhattan”, conta.

Fonte: terra.com

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