PM usa artifício ineficaz para camuflar falta de combustível
Segurança Pública – 25/02/2008
A reportagem da folha de dourados apurou a veracidade de denúncias anônimas e constatou que por orientação do comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3ºBPM), o tenente-coronel Guilherme Gonçalves, as viaturas policiais estão fazendo o “ponto-base ou pb” para economizar combustível, a fim de “camuflar” uma verdade: a precariedade logística do sistema de segurança pública em Dourados, onde cada viatura dispõe de apenas 15 litros de gasolina ou diesel por dia. A “tática” serve para demonstrar que não falta combustível nos tanques das viaturas.
Essa ordem foi determinada depois que um repórter policial denunciou que uma viatura policial da PM não conseguiu chegar até o 3ºBPM após concluir sua jornada de trabalho ostensivo por falta de gasolina,
O “pb” vem sendo realizado num posto de combustível na Cabeceira Alegre; na região das agências bancárias da Avenida Joaquim Teixeira Alves, na Praça Antônio João entre o cruzamento das avenidas Presidente Vargas e Marcelino Pires, no posto da corporação na esquina da Marcelino com a Rua Nelson de Araújo, entre outros locais.
A ordem do comandante exclui a Cavalaria Montada, por questões óbvias, as motocicletas do Grupamento Tático Motorizado (Getam) e as viaturas que atendem o trânsito.
Paradas, as equipes motorizadas da Rádio Patrulha, do Getam e, principalmente, a Rotai deixam de fazer o patrulhamento ostensivo na área central e também nos bairros periféricos. Somente se deslocam em caso de serem acionados através da base operacional, o 190, para atender uma eventual ocorrência. Assim, os trabalhos de rondas ostensivas tanto no centro como nos bairros, em especial os mais longes da área central, ficam prejudicadas e acabam facilitando as ações dos marginais.
As equipes “pb” também são obrigadas a formalizar um boletim de atendimento, mesmo que a ocorrência seja próxima ao local da “base”. Essa providência visa um álibi quando a corporação for questionada pela imprensa, Ministério Público ou pelas entidades da sociedade civil sobre a precariedade de combate á criminalidade por falta de combustível.
Fonte: Folha de Dourados



