Comando nega a denúncia e diz que cobra produtividade
Segurança Pública – 25/02/2008
O comandante do 3º BPM, tenente-coronel Guilherme Gonçalves, nega que já tenha autorizado os chefes das equipes das viaturas a fazer “pb” na cidade. No posto há pouco mais de um ano, ele, contudo, admitiu autoriza o “pb” em grandes eventos onde é solicitada a presença da PM e que planeja implantar o método na área central e em pontos estratégicos e de riscos, como nas imediações da Unei, de agências bancarias e no centro comercial.
Guilherme Gonçalves, entretanto, reconhece que as equipes fazem o “pb” “por conta própria, para economizar, principalmente em postos de combustíveis que possuem lojas de conveniências e supermercados de porte médio na periferia e de grande movimentação”, onde provavelmente são bem “assistidos” pelos proprietários, inclusive com lanches e refrigerantes.
Quanto ao boletim de atendimento, o comandante confirma a existência, mas nega que seja para “camuflar” a falta de combustível. “Realmente implantei o BA, onde a equipe tem que explicar o deslocamento e até mesmo o endereço e o nome da pessoa que foi atendida ou abordada. Quero saber no final do mês a produção de cada equipe”, disse, acrescentando que “hoje tenho em mãos um controle de produtividade de cada uma das equipes que atuam na cidade”, diz o militar, citando que a onda de assaltos ocorridas nos últimos dias tanto na região central como na periferia vem sendo a sua principal preocupação.
O militar também lembra que autorizou as equipes, compostas na maioria das vezes por três militares a irem com a viatura almoçar ou jantar em suas casas. “Isso implica em consumo de combustível, porém, permite que eles retornem o mais rápido possível para os trabalhos ostensivos” diz.
Quanto à cota diária de combustível por viatura, o comandante do 3º BPM entende que “poderia ser melhor”, no entanto, diz que bem controlada “dá para atender a nossa área de atuação”. Além das áreas urbana e rural de Dourados, a corporação é responsável, ainda, pela guarda externa da Penitenciária Harry Amorim Costa e Unei, de repartições públicas estaduais e dos municípios de Rio Brilhante; Itaporã; Maracaju, e Caarapó.
A cota de 15 litros de combustível/dia, por viatura, vale também para os outros municípios. A cada 15 dias o 3º BPM recebe R$ 15 mil para responder pela segurança de quase 300 mil pessoas. (WG-Russo).
Fonte: Folha de Dourados



