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São Paulo estréia na Libertadores ‘assombrado’ por pior média desde 1992

Copa Libertadores – 27/02/2008

O planejamento e as contratações do São Paulo nesta temporada foram feitos em cima da Copa Libertadores da América. A equipe, no entanto, estréia na competição nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), contra o Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia, sob desconfiança e com o pior retrospecto pré-torneio desde 1992.
Como disse o técnico Muricy Ramalho na primeira semana de 2008, a intenção era usar os 11 jogos do Campeonato Paulista que antecediam a Libertadores para deixar o time 100%. A estratégia não deu certo, e o São Paulo ainda não encontrou seu caminho. Foram cinco vitórias, cinco empates e uma derrota no Estadual.Além de deixar o clube do Morumbi fora da zona de classificação do Paulista, esse aproveitamento de 60,6% dos pontos é o pior antes da Libertadores desde o ano da primeira conquista. Em 1992, o time do técnico Telê Santana fez seis jogos antes da estréia contra o Criciúma: duas vitórias, dois empates e duas derrotas (44,4%).”O São Paulo não tem feito uma boa performance no Campeonato Paulista. Espero que a Libertadores traga novos ares. Agora chegou a hora de mostrar um futebol competente, não tem mais jeito”, cobrou o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, antes do embarque para Medellín, na última terça-feira.Este ano, o “pitaco” do mandatário veio antes da estréia na competição sul-americana, prioridade tricolor na temporada. No ano passado, Juvêncio apareceu apenas depois da precoce eliminação para o Grêmio nas oitavas-de-final. Tranqüilos, os jogadores do São Paulo não temem essa pressão.”Eu acho que não podemos deixar que esse momento que estamos passando nos atrapalhe na Libertadores. É uma competição que todos os clubes que entram são fortes e não podemos vacilar”, comentou o meia Jorge Wagner, campeão com o Internacional na edição de 2006 – justamente contra o seu atual time.É consenso, no entanto, entre diretoria, comissão técnica e jogadores que o São Paulo está devendo em 2008. Até o momento, apenas dois tempos (o segundo contra o Guaratinguetá e o primeiro ante o Santos) ganharam elogios do técnico Muricy Ramalho. Para Borges, essa cobrança é normal em time grande.”No São Paulo, a cobrança é sempre grande. A gente sabe que pode render mais e melhor, mas a competição agora é outra e não podemos pensar no Campeonato Paulista”, analisou o atacante Borges, que com as ausências de Aloísio e Dagoberto, ambos machucados, formará a dupla de ataque com Adriano.Do lado do Atlético Nacional, o técnico Oscar Quintabani não poderá contar com o chileno Fernando Martel e nem com o paraguaio Carlos Villagra. Dessa maneira, suas apostas ofensivas serão Sergio Galván e Carmelo Valencia.

Fonte: Uol.com

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