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Marisa Serrano é escolhida para presidir CPI

PSDB – 27/02/2008

Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, informou a Romero Jucá (RR), líder do Planalto, que o tucanato decidiu indicar Marisa Serrano (PSDB-MS) para presidir a CPI dos Cartões. A senadora ganhou visibilidade nacional ao atuar como co-relatora do malogrado processo de cassação do mandato de Renan Calheiros (PMDB-AL).
Autorizado pelo Planalto a negociar com a oposição, Jucá recebeu bem o nome de Marisa, dona de perfil moderado. Parceiro de oposição do tucanato, o DEM, na pessoa do líder José Agripino Maia (RN), também aquiesceu.
 
Curiosamente, veio do próprio PSDB a única pedra lançada no caminho de Marisa. Um de seus colegas de bancada, Álvaro Dias (PSDB-PR), reivindicava para si a cadeira de presidente da CPI. Virgílio e Sérgio Guerra, presidente do partido, tentam acalmá-lo. Preteriu-se também Marconi Perilo (PSDB-GO), cujo nome também fora cogitado para o comando da investigação.
 
De resto, Virgílio ficou incumbido de informar a Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) acerca do avanço das negociações. Os dois já conversaram. Há cinco dias, Jarbas fora convidado pelo próprio Virgílio para dirigir, como indicado da oposição, a CPI dos Cartões.
 
Dissidente do PMDB e opositor de Lula, Jarbas aceitara o convite. Mas a direção do PMDB considerou a manobra como uma “afronta.” E Jarbas disse ao líder tucano que não seria empecilho ao entendimento, liberando o interlocutor. 
 
Já na noite passada, em conversa com Virgílio, Jucá dissera que o entendimento fluiria mais facilmente se o escolhido fosse um tucano, não Jarbas. Foi quando a opção Marisa Serrano, cogitada há pelo menos duas semanas, ganhou solidez. E Jucá logrou, finalmente, convencer o PMDB a ceder a vaga de presidente da CPI para a oposição.
 
Antes de tornar público o acordo, Romero Jucá reuniu-se, no Planalto, com dois personagens que resistiam a entregar à oposição a presidência da CPI: Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara, e o ministro José Múcio, coordenador político do governo. Informou a ambos que obtivera de Virgílio o compromisso de que Jarbas nao seria o escolhido. Levou à mesa o nome de Marisa Serrano.
 
Arrematando diálogos que tivera na noite de terça, Jucá venceu as resistências de Fontana e Múcio. Prevaleceu o entendimento de que mais valia o acordo do que a abertura de uma segunda CPI, exclusiva do Senado, para investigar a mesma encrenca dos cartões corporativos. Consultado, Lula anuiu. 
 
Assim, haverá uma única CPI dos Cartões. A comissão será mista, com a presença de deputados e senadores. O posto de relator, considerado o mais relevante, será entregue, como já foi anunciado, ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), fiel ao governo até a medula. A CPI terá 24 integrantes. A maioria governista será acachapante: 16 votos contra oito. 
 
 

Fonte: Folha de Dourados

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