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Indígenas fecham Funai por tempo indeterminado

Dourados – 28/02/2008

As portas da Funai em Dourados foram fechadas por tempo indeterminado, depois que lideranças indígenas de nove aldeias da região Conesul do Estado protestaram pedindo a exoneração da atual administradora, Margarida de Fátima Nicoletti.
Os indígenas criticam a falta de experiência da administradora e questionam que o diálogo entre eles está muito ruim, não atendendo as reivindicações dos índios como também não abrindo espaço para negociações.
De acordo com o presidente da Associação Indígena Kateguá de Dourados, Lucas Flores Paiva, uma nova ordem deve sair ainda essa semana do Governo do Estado, indicando uma liderança indígena da capital para assumir a administração da Funai.
Margarida Nicoletti disse que não foi informada se iria deixar o cargo, porém recebeu ordens para deixar a sede da Funai fechada até receber novas orientações de Brasília. Ela alega que é impossível a administração atender todas as reivindicações, pois é responsável por 38 aldeias e 15 acampamentos indígenas no Conesul. “Eles deveriam trabalhar de forma organizada, criar políticas públicas e compreender que as solicitações não têm como ser atendidas com urgência” questionou.
A queixa principal dos indígenas é que nas aldeias de Dourados, Jaguapiru e Bororó, 500 alqueires de milho e soja estão aptos para iniciar a colheita e a administradora não permitia que colheitadeiras de terras vizinhas fizessem o serviço. “Só porque somos indígenas temos que fazer o trabalho manual” criticou o indígena Lucas Paiva. Na manhã de ontem, Maria de Fátima autorizou a entrada das máquinas nas áreas indígenas.
Ele ainda critica que a Funai tem seis tratores para serem utilizados para preparar o solo, mas por falta de combustível ficam encalhados nos galpões. “Nas reuniões propomos nossas sugestões, porém a administradora não reconhece, sempre somos ignorados e nenhum tipo de negociação é aceita”, disparou o presidente da associação indígena. Maria de Fátima questiona as queixas da falta de diálogo com as lideranças. Ela disse que em Dourados as últimas reuniões foram feitas no dia quatro de dezembro do ano passado e no dia 15 de janeiro desse ano. “Como são 38 aldeias para atender, não tem como se dedicar apenas aos indígenas de Dourados” justifica.
iniciaCorpo(“15;12;16;13;17;14;18;15”);

Fonte: Midia max

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