Comparsa de Beira-Mar é capturado no Paraguai
Fronteira – 28/02/2008
Agentes da Senad (Secretaria Nacional Anti-drogas) do Paraguai realizaram ontem (27), a prisão de mais um narcotraficante brasileiro naquele país e apuraram que o mesmo seria mais um dos diversos comparsas de Luiz Fernando da Costa, o Beira-Mar.
De acordo com a Senad está preso no território paraguaio Auxiliador Dias de Souza, o Carlão, um dos principais integrantes da facção criminosa paulista, o C.V (Comando Vermelho).
Nas investigações, a polícia paraguaia apurou que Carlão que também é conhecido por Químico era o responsável de misturar a cocaína transportada da Bolívia para o Paraguai, posteriormente a droga era enviada para cidades do grande centro brasileiro e principalmente para a Europa.
A Senad também apurou que o narcotraficante seria cunhado de José Clyver Villanova Cavalcanti, o Vito, que também havia sido preso no território paraguaio, e atualmente encontra-se preso no Mato Grosso do Sul depois de ser extraditado a pedido da Justiça Federal brasileira.
A prisão de Carlão aconteceu durante uma investida dos agentes da Senad no bairro Mariscal Estigarribia, em Pedro Juan Caballero, e na abordagem ele apresentou a identidade brasileira em nome de Jair Mattos Ojeda, com o objetivo de não ser oficialmente reconhecido como sendo um dos narcotraficantes que estaria atuando na fronteira do Paraguai com o Brasil.
Na checagem apurou-se que havia contra Carlão um mandado de prisão expedido pelo Juiz Federal Odilon de Oliveira e um outro no Paraguai que havia sido expedido pelo juiz Ruben Darío Riquelme no dia 30 de maio do ano passado.
Com a prisão de Carlão a Justiça paraguaia através do promotor Justiniano Cardozo decretou o encaminhamento dele para a Base de Operações da Senad em Assunção, onde ele permanecerá à disposição da Justiça Federal brasileira que já teria solicitado a sua extradição para o território brasileiro.
Informações constam que ainda nesta semana um grupo de agentes federais deverá chegar até Assunção em um avião da instituição para providenciar a transferência do narcotraficante para um presídio federal do território brasileiro. (Reportagem: Waldemar Gonçalves Russo)
Fonte: Folha de Dourados



