PT pede prazo para definir cargos da CPI; José Múcio minimiza novo impasse
CPI – 28/02/2008
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) tentou minimizar nesta quinta-feira o novo impasse em torno do comando da CPI mista dos Cartões Corporativos. O acordo firmado entre PMDB e PSDB para que a oposição fique com a presidência da comissão, provocou um racha na bancada do PT na Câmara.
Inconformados, parte dos deputados petistas defende agora que o partido reivindique a presidência da CPI, ao invés da relatoria –como definido anteriormente. O novo impasse deve atrasar a instalação e a definição dos integrantes da CPI, inicialmente previstas para hoje.
O PT já indicou o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) para a relatoria, mas com a indicação da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) para a presidência da comissão, alguns deputados petistas avaliam que o PT deveria impor a troca ao PSDB.
Múcio evitou criticar a indicação de Serrano para a presidência da CPI. “O intuito do governo é que as investigações busquem esclarecer o máximo o possível”, afirmou. Ele acompanhou hoje o ministro Guido Mantega (Fazenda) na entrega da proposta de reforma tributária aos presidentes da Câmara e do Senado.
Otimista, o ministro disse que até o final do dia será possível resolver a nova polêmica. Porém, o PT já pediu prazo à presidência da Câmara para prorrogar até segunda-feira a definição dos cargos na CPI. “Quando se diminuem as luzes, se reduz o debate”, afirmou Múcio.
O ministro afirmou que as negociações em torno dos cargos se estenderam até a madrugada de hoje. Como músico, ele disse que as articulações “não estão desafinadas”, mas em “tons diferentes”. “Acho que só mudou o compasso”, afirmou.
PT
O acordo firmado entre o PSDB e o PMDB provocou uma divisão interna no PT. Ontem, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), indicado para ser o relator da CPI, teria ameaçado abrir mão da função. Há um apelo entre os petistas para que a presidência da comissão passe para o partido e a relatoria para o PSDB.
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), disse nesta quinta-feira que seu partido não trabalha com “prazos fixos” para definir o impasse, mas na busca de um acordo. “Queremos um entendimento que agrade a maioria, é isso”, afirmou.
Segundo Luiz Sérgio, a maioria dos petistas é favorável à negociação definida anteriormente: o PT como responsável pela relatoria da CPI, enquanto o PSDB ficaria com a presidência da comissão.
“Sou de um tempo em que se brigava mais pela relatoria e não pela presidência de uma comissão”, disse Múcio.
Porém, para alguns deputados, o presidente da comissão tem autonomia para conduzir os trabalhos, além de receber em primeira mão os documentos sigilosos enviados à CPI.
Fonte: Folha Online



