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Tetila determina corte de 10% nos gastos da Prefeitura

O acompanhamento rigoroso das despesas visa a atender a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas, o atendimento à população não será prejudicado

Dourados – 28/02/2008

O prefeito Laerte Tetila determinou a todos os secretários e dirigentes de órgãos da Prefeitura de Dourados um contingenciamento nas despesas. A ordem é economizar 10% para que as receitas e despesas fechem no final do ano, atendendo o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.
No entanto, Tetila afirma que a população não será prejudicada no atendimento. A exemplo do que já ocorreu em anos anteriores, a economia será feita com gerenciamento dos recursos e acompanhamento preciso das demandas, segundo o prefeito. ‘Vamos fazer um acompanhamento rigoroso, pois temos um caixa apertado, com demandas infinitas e recursos finitos’, justifica.
Com os recursos economizados, Tetila também pretende pagar mais uma parte da dívida do município, contraída nas administrações anteriores. Quando ele assumiu a prefeitura encontrou uma dívida de R$ 178 milhões. Desse montante, já foram pagou pelo menos R$ 60 milhões.
A administração desta dívida, segundo o prefeito, sempre apertou o caixa da prefeitura, prejudicando inclusive a realização de obras. ‘E agora vai apertar mais ainda por ser o último ano do governo’, ressalta. ‘Dia 31 de dezembro temos de zerar o nosso caixa; receitas e despesas têm de bater’, acrescenta.
O contingenciamento faz parte de um planejamento estratégico, elaborado por Tetila e sua equipe no início do ano. É um pacto, um esforço concentrado firmado com os secretários para a redução do custo de máquina. ‘Tudo estará sendo monitorado diariamente, com a garantia de que a população não terá nenhum prejuízo; todas as obras, serviços e programas estão mantidos’, garante o prefeito.
Tetila lembrou que até agora a administração dele já realizou 500 obras, apesar de todo o esforço para o pagamento das dívidas das administrações passadas. ‘E olha que a nossa contagem é diferente daquela que é feita em outros municípios’, lembra. ‘No caso das rampas para deficientes foram contadas como uma única obra só; a implantação de novos semáforos também é uma obra só’, esclarece.
Tetila também lembrou da dificuldade que a prefeitura vem enfrentando por causa da escassez de recursos para a saúde. O corte do repasse de R$ 600 mil pelo governo do Estado e o não recebimento de R$ 1,5 milhão que havia sido acertado com o Ministério da Saúde, mensalmente, tem prejudicado muito o atendimento,.
Tetila disse que, juntamente com sua equipe, vai continuar lutando para que a prefeitura receba esses recursos e continue prestando o melhor serviço de saúde, tanto para a população de Dourados, como da região.

Fonte: Folha de Dourados

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