Geraldo Resende enaltece mulheres
Cidade – 06/03/2008
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB), coordenador da bancada de Mato Grosso do Sul, está homenageando as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, que será celebrado no sábado, dia 8 de março. “Muito mais que lembrar aquele oito de março de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque, nos Estados Unidos, fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho, redução da carga diária de trabalho de dezesseis para dez horas diárias, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho, mas acabaram mortas num atentado brutal, devemos voltar às atenções para as conquistas das mulheres, principalmente das brasileiras que ainda sofrem muita discriminação na profissão e, na quase totalidade, exercem jornadas duplas como trabalhadoras e donas-de-casa”, destacou Geraldo. O deputado ressaltou a importância da data. “Entendo que existe muito que se comemorar nesta semana, não por conquistas garantidas por agentes públicos ou governos, mas, principalmente, através da força de trabalho, do arrojo, da dedicação e da conscientização das próprias mulheres que não abrem mão dos seus direitos e lutam, de forma incansável, para dar um basta na desigualdade com a qual são tratadas na maioria das vezes”, enfatizou Geraldo. “O próprio mercado de trabalho tem exercido um papel importante neste processo de valorização da mulher a partir do momento em que muitas empresas optam pela mão-de-obra feminina por entender que ela, além de ser mais capacitada, com maior nível de escolaridade, também tem uma produtividade elevada”, concluiu o parlamentar. Geraldo Resende disse que é inegável que o Brasil é num país onde 41% da população economicamente ativa é formada por mulheres sendo que um, em cada quatro lares brasileiros são comandados pelo outrora sexo frágil. “Apesar disso, ainda é um descalabro a diferença salarial que se impõe às mulheres, uma vez que 71,3% delas recebem até dois salários mínimos, contra 55,1% dos homens que têm a mesa faixa salarial”, analisa. “No outro extremo, ou seja, nos melhores salários a situação é no mínimo vexatória para nossa sociedade: 91,8% dos homens ganham mais de cinco salários, remuneração que atinge somente 9,2% das mulheres trabalhadoras”, conclui. Segundo Geraldo, aos poucos esta realidade vai sendo transformada, mesmo porque é cada vez maior o volume de mulheres que investem na formação profissional, tanto que hoje elas são maioria entre os universitários brasileiros. Para Geraldo Resende se no campo profissional as mulheres brasileiras estão vencendo por méritos próprios, na questão dos direitos humanos elas ainda dependem muito das ações governamentais e cabe aos homens públicos, a obrigação de criar mecanismos para atender essas necessidades. “Alguns avanços foram conquistados nos últimos anos, tendo como o mais importante deles a promulgação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva da lei que ficou conhecida como Maria da Penha e que, felizmente, tem sido instrumento para colocar atrás das grades os homens que agridem suas mulheres, tanto física quanto moralmente”, analisa. Para ele, a Lei Maria da Penha foi um avanço importante na garantia da integridade física e na defesa dos direitos individuais da mulher brasileira, mas ainda é pouco quando se pensa em Direitos Humanos. “O Estado precisa desenvolver políticas públicas mais contundentes, sobretudo em setores de saneamento básico, habitação, educação, saúde e segurança, pois toda vez que uma criança é beneficiada por ações de governo, a mulher também está sendo atendida em suas necessidades maternas”, finaliza.
Fonte: Folha de Dourados



