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Verdade, Trabalho e Vigilância: folha de dourados comemora 40 anos

Marcado por polêmicas, o jornal completa hoje quatro décadas de fundação.

Mídia – 08/03/2008

Polêmica e juízo aos 40 anos
Nessa vida acontecem algumas coincidências que chegam a ser inacreditáveis. Quis o destino que a folha de dourados completasse 40 anos de fundação envolvida numa polêmica provocada por um ato impensado de graduado servidor público municipal, que rasgou um exemplar do jornal por discordar de reportagem que denunciou a prostituição infantil na Praça do Cinqüentenário. O fato vazou e foi muito repercutido na mídia regional e até com certa maldade por alguns veículos.
            O interessante nisso tudo é que a história do jornal ao longo destas quatro décadas é marcada por polêmicas de vários gêneros, graças à irreverência e ao posicionamento político libertário de seu fundador, o jornalista Theodorico Luiz Viegas. Na verdade, a folha, nunca teve o rótulo de elitista e, por isso, em suas páginas está documentado um outro olhar da história de Dourados. Um contraponto importante para ser analisado no futuro, talvez não muito longe, por historiadores e estudantes.
            Invariavelmente, as polêmicas, quando legítimas e sérias, são combustíveis que impulsionam os grandes debates nos parlamentos, nas plenárias e na imprensa. Ganha com isso a democracia, já que permite à opinião pública o acesso as vertentes, as contradições, as opiniões, enfim, uma visão holística de determinados temas de interesse público. Como no passado, a folha não vai ser furtar de se envolver no presente em polêmicas. Doa em quem doer, já que nosso compromisso, exclusivo, é com o leitor.
            Quanto a recente polêmica é importante frisar, que a atitude da pessoa que ocupa cargo de confiança na Prefeitura é, sim, fascista. Isso não significa que a administração seja de orientação do regime político implantado pelo ditador italiano Benito Mussolini, como sorrateiramente tentou insinuar um notório hipócrita da imprensa de Dourados.
            Rasgar um exemplar de jornal por discordar de denúncia de prostituição infantil em praça pública é uma atitude politicamente incorreta, com certeza, impensada. É um flagrante cerceamento da liberdade civil e político. Pior ainda foi ignorar a gravidade da notícia.   
            Nesta data importante para o jornal é bom que fique bem claro que jamais deixaremos de denunciar as mazelas de nossa sociedade e responder a altura a qualquer agressão à linha editorial desta empresa – venha de onde vier e custe o que custar, porque em último caso, é melhor sucumbir com dignidade do que sobreviver subestimado.
             Vida longa à folha de dourados – Para isso é fundamental o apoio da sociedade.

Fonte: Folha de Dourados

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