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Geraldo: “estou pronto para a disputa”

Eleições 2008 – 10/03/2008

Depois de uma semana de intensas movimentações nos bastidores com o anúncio da pré-candidatura do ex-deputado Marçal Filho para prefeito pelo PMDB, o deputado federal Geraldo Resende, que até então era o único pré-candidato dentro do seu partido, resolveu romper o silêncio e falar, com exclusividade, para a “Folha de Dourados”. Nessa entrevista, o parlamentar revela que não abandonou o seu projeto e dá a entender que a decisão de Marçal ainda terá muitos desdobramentos.
 
 
Por que o senhor quer ser prefeito de Dourados?
Minha pré-candidatura à Prefeitura de Dourados não é um projeto individualista. Meu desejo é fruto de uma longa caminhada e eu imagino que essa seja uma evolução natural de todo aquele que enxerga a política como uma ferramenta de transformação. O desejo de fazer algo em defesa da população me acompanha desde antes de eu entrar na vida pública. Quando me formei médico e passei a cuidar da saúde das pessoas, percebi que era possível fazer algo mais. A política então foi um caminho natural para realizar esse desejo.
 
Mas o senhor vai conseguir o apoio do seu partido?
Como eu disse, esse desejo não é uma ambição individualista. Nem poderia ser. Eu tenho toda uma vida de trabalho dedicada à gente da minha cidade. Fui vereador, deputado estadual, secretário de saúde do Estado e estou no meu segundo mandato de deputado federal. Sempre tive o apoio da população para chegar aonde cheguei. E, sinceramente, tenho me esforçado para cumprir os compromissos que assumi com a população e com o meu Estado. E o PMDB, meu partido, precisa de um candidato com essas características, que tenha experiência e que consiga pôr em prática um projeto transformador para Dourados.
 
O senhor se sente preparado para o desafio de administrar Dourados?
Eu tenho uma origem humilde, meus pais eram pequenos lavradores, migraram de Minas para Dourados e, com eles, aprendi que na vida só cresce quem se esforça e quem trabalha.  Essa é a minha marca na política também. Não posso querer ser uma unanimidade, porque a democracia nos ensina a conviver com as diferenças.  A única coisa comum na avaliação de todos é o reconhecimento do trabalho que faço. Eu não descanso. Eu luto todos os dias em Brasília por novas conquistas para a nossa gente e quando venho para cá percorro cada bairro da nossa cidade. Essa minha característica também me fez ser um bom aprendiz. Mais do que qualquer outra coisa, a minha trajetória de vida me ensinou a ser um homem responsável, a administrar conflitos, a encontrar soluções, a não temer os obstáculos. Depois de tantos anos na vida pública eu posso dizer que estou preparado para um desafio maior. Se o meu nome for o escolhido para estar à frente desse projeto político, que vai reconduzir o PMDB à prefeitura de Dourados, posso assegurar: estou pronto.
 
Mas como ficam as outras candidaturas que estão surgindo dentro do próprio partido? A do Marçal Filho, que é presidente do PMDB local, por exemplo?
Olha, eu sou amigo do Marçal e reconheço o trabalho valoroso que ele tem feito à frente do nosso partido. Acho que a postura que ele vem adotando nos últimos tempos, de pôr o nome dele, também como uma possibilidade, é algo natural. Eu entendo o que o Marçal está fazendo e acho que faz parte do processo eleitoral. O posicionamento dele, longe de parecer uma reação oportunista, reflete a preocupação de que um partido como o PMDB não pode deixar de ter um candidato. E isso é muito sério. O PMDB trabalha para ter um candidato. Eu trabalho para viabilizar o meu nome. A decisão sobre quem vai ser o candidato de fato é algo que vai se definir em pouco tempo. Eu sou um defensor da melhor decisão e vou trabalhar até o último instante para mostrar que o projeto no qual estou trabalhando é viável e inovador para a nossa Dourados. Há quem defenda outros nomes. O Djalma Barros tem investido na tese de outros nomes. Eu respeito, acho legítimo e por isso mesmo faço questão de dizer que estou pronto para a disputa.
 
O governador tem dito que vai apoiar o nome que estiver melhor nas pesquisas. As pesquisas mostram que o candidato que está melhor é o Ari Artuzi. Como é que o senhor encara esse dado?
O governador é um homem de palavra. E não deixa dúvidas de que o seu candidato será o candidato do PMDB. Ninguém espera outro posicionamento dele. As pesquisas a que você se refere são um retrato do momento. A história está cheia de exemplos reais de candidatos que arrancaram com larga vantagem sobre os outros e que perderam a eleição no final das contas. Então, eu não me assusto. Tenho me esforçado muito para mostrar que ser prefeito é assumir uma responsabilidade muito grande com a população. Não pode ser um projeto irresponsável, aventureiro. Nós estamos fechando a primeira década do Século 21, o mundo evoluiu e não há mais espaço para amadorismo no exercício da vida pública. Por trás de uma disputa política está a vida de milhares de pessoas que esperam dos seus governantes atitudes coerentes. Eu estou há anos me preparando para este desafio. Se acontecer de ser agora, estarei pronto. Não vou frustrar os anseios da população. 
 
Como o senhor vê o futuro de Dourados?
Vejo com grande esperança de que a nossa cidade não pare. Trabalho para isso. E o resultado do meu trabalho em Brasília está em cada canto da cidade. Creio que o futuro prefeito deve assumir o compromisso de fazer a nossa cidade avançar em todos os sentidos. Se esse desafio me couber, estou pronto.
 
 

Fonte: Folha de Dourados

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