Depois de duas décadas de militância política e cultural Paulo Portuga estréia em livro
Mutirão de Idéias – 08/03/2008
O cidadão Paulo Sergio Caiano travestido de artista redesenha a sua personalidade transformando-se num ser humano quase completo. Musico, compositor, fotografo e poeta ele e o Paulo Portuga, o geógrafo, o professor que povoou a vida de milhares de estudantes de varias gerações.
Portuga brinda os sul-mato-grossenses com a sua primeira obra literária. A sua estréia em livro será com Mutirão de Idéias, o resultado pleno de anos de frutífera e intensa produção. Os versos de Portuga nos mostram que ainda e possível acreditar no sonho de um mundo melhor através da solidariedade entre os povos.
O amor e a amizade também estão presentes nesta obra que será lançada na Academia Douradense de Letras (ADL), num sarau literário na tarde deste domingo. Portuga vai reunir amigos, familiares, desconhecidos e povos de seres de todas as matizes, tribos e raças para mostrar os seus versos em forma de livro. Musica, bate-papo, álcool e sorrisos serão distribuídos nesta reunião de intelectuais que marca o inicio de uma nova época no cenário cultural douradense.
O livro de Portuga e prefaciado pelo historiador Magno Mieres, seu amigo de alongadas deblateraçoes etílico-literario-culturais dos bares da vida. Mieres disse que Mutirão de Idéias “trata-se de uma obra cujo valor literário já e reconhecido, após anos de militância do autor nos mais diversos movimentos literários de Mato Grosso do Sul”.
Neste mutirão poético, Portuga, segundo Magno, versa sobre as agruras de ser contemporâneo, ou melhor, de tentar ser humano nos dias de hoje em que tudo muda numa velocidade desconcertante desde os valores dos sentimentos a moeda do pais. “E nesse ritmo que, cantando o particular, o poeta atinge o seu publico, numa poética que busca o sublime na simplicidade”, diz o historiador lembrando que “a obra de Portuga, antes dispersa em jornais e panfletos, agora ganha o merecido lugar – as paginas de Mutirão de Idéias que já nasce clássico”. ( Nicanor Coelho)
Fonte: Folha de Dourados



