Maioria dos dirigentes mundiais é contra boicote das Olimpíadas
Esporte – 25/03/2008
A maioria dos dirigentes políticos e esportivos mundiais estão determinados a manter sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim, apesar de presidente francês, Nicolas Sarkozy, não ter descartado nesta terça-feira uma eventual medida de boicote.
Sarkozy declarou que “todas as opções estão sobre a mesa”, em relação a um eventual boicote da cerimônia da abertura para protestar contra a repressão no Tibete, e fez um apelo ao “senso da responsabilidade dos dirigentes chineses”.
Bernard Laporte, secretário de Estado francês para os Esportes, afirmou nesta terça-feira não ser “contra” um boicote desta cerimônia, mas considerou que tal medida “não mudará nada”.
O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Hans Gert P¶ttering, considerou domingo “justificado” tomar “medidas de boicote”.
A Casa Branca reafirmou nesta terça-feira que o presidente George W. Bush tem até a intenção de assistir aos Jogos, assim como o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, cuja posição “não mudou”.
Brown pretende assistir à cerimônia de encerramento, informou Downing Street.
O príncipe Charles, herdeiro da coroa britânica, já avisou que não irá à cerimônia de abertura.
A Comissão Européia rejeitou qualquer medida de boicote, mas conclamou a China a mostrar moderação no Tibete.
No Japão, o ministro das Relações Exteriores, Masahiko Komura, pediu à China que nada faça que possa pôr os Jogos em perigo. O governador de Tóquio, Shintao Ishihara, frisou que ainda não decidiu se assistirá ou não ao lançamento das Olimpíadas.
O chanceler australiano, Stephen Smith, rejeitou qualquer idéia de boicote, e garantiu que a passagem da tocha olímpica no país acontecerá sem nenhum problema.
A cerimônia de segunda-feira na Grécia foi perturbada por ativistas de organizações de defesa dos direitos humanos.
O governo grego não aderiu à idéia do boicote. Como berço dos Jogos e último organizador das Olimpíadas, o país cooperou amplamente com a China.
Na Itália, onde eleições legislativas estão previstas para meados de abril, os dois principais líderes políticos Silvio Berlusconi (direita) e Walter Veltroni (esquerda) expressaram seu apoio aos monjes tibetanos mas não mencionaram as Olimpíadas. Somente a candidata de extrema-direita Daniela Santanché defendeu o boicote.
O prefeito de Praga, Pavel Bem, não irá aos Jogos Olímpicos de Pequim por causa dos acontecimentos no Tibete, apesar da candidatura da capital tcheca para a organização das Olimpíadas de 2016.
As autoridades esportivas também rejeitaram um eventual boicote, total ou parcial, dos Jogos.
Segunda-feira, o presidente do Comitê Internacional Olímpico (COI), Jacques Rogge, ressaltou que não há nenhum “impulso” internacional neste sentido.
Fonte: AFP



