Jornalistas dão ponta pé inicial para renovar acordos com empresas
Dourados – 27/03/2008
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados – Sinjorgran – está otimista em relação às renegociações salariais para os próximos dois semestres. Das três empresas de comunicação que possuem acordos firmados com o sindicato, apenas os funcionários de O Progresso abriram mão da renegociação.Compareceram às primeiras assembléias as TV’s Morena e Rit e o Jornal “Diário MS” e só foi sentida a ausência dos trabalhadores do jornal “O Progresso” cujo acordo já não foi renovado no ano passado. Para os jornalistas que se fizerem presentes às assembléias, as perspectivas são boas no sentido de se garantir direitos, segundo o presidente do Sinjorgran, Luís Carlos Luciano. “As empresas estão se mostrando acessíveis, seus funcionários estão participando e por isso acredito que já nos próximos dias teremos novidades positivas para a profissão de jornalista em Dourados”, explica o presidente.Ele afirma que alguns avanços além dos que já foram conseguidos estão previstos, mas não revela quais, pois isso pode atrapalhar a negociação com as empresas. “O que posso adiantar é que o resultado será positivo para a profissão e para a imagem das empresas, que mostram o respeito com seus funcionários quando permitem que eles participem das assembléias”, disse ele.Como funcionam os acordosOs funcionários da empresa se reúnem com representantes do Sindicato, expõem suas reivindicações e cabe aos representantes do Sindicato levá-las aos proprietários do veículo. Caso o proprietário se negue a negociar, o Sindicato aciona seus advogados para que o assunto seja tratado perante o judiciário, caso não haja possibilidade de acordo, aí é a Justiça do Trabalho que define quem tem ou não razão.Acordos em DouradosSomente as três empresas citadas na matéria têm acordos com seus funcionários. Jornais semanais, sites de notícia e rádio ainda não o possuem. Nos sites e rádios a situação é ainda pior, pois os jornalistas ganham de R$ 380 até no máximo R$ 800 (editor), sendo que o piso salarial mais baixo para um jornalista nas empresas que possuem o acordo é de R$ 750.A mão de obra em alguns sites e rádios também é pouco qualificada, havendo casos de pessoas que atuam sem o registro profissional de jornalista (o que poderia gerar multa para a empresa e punição para por exercício ilegal da profissão para quem está irregular). Já nas rádios a figura do jornalista é bastante escassa, sendo que radialistas estão infringindo a lei e atuando ilegalmente como jornalistas, isso sem levar em conta que há casos ainda mais graves nas rádios, de pessoas que decidem ser jornalistas sem sequer terminarem o ensino fundamental.
Fonte: Quarta Coluna



