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Moto: Uma paixão de alto risco

Mobilidade – 31/03/2008

O universo das motocicletas é vasto, abrange concessionárias, mecânicas, moto-táxis e entregadores, envolve velocidade, agilidade e liberdade, com moto clubes engajados pela mesma paixão. Porém, também existe o lado negativo: acidentes e roubos.
 
Devido a vulnerabilidade deste veículo, é mais comum ocorrer acidentes com motocicletas do que com outros veículos, somente no ano de 2007 totalizaram 1.226, sendo 535 acidentes envolvendo carro e moto, 137 com moto e bicicleta, 39 com moto e caminhão, 60 com moto e caminhoneta, 111 com duas motos, 09 com moto e ônibus e 335 por queda de motocicleta.
 
Na hora de um problema mecânico, elétrico ou ocasionado por um acidente, os motociclistas podem contar com mais de 50 oficinas mecânicas espalhadas por todos os bairros da cidade, além das diversas lojas que comercializam peças para este segmento. “Contando com as oficinas mecânicas de grande porte e as menores, totalizam mais de 50 aproximadamente e lojas de peças para motos são muitas, só nesta rua tem quatro”, afirma Sérgio Ivanildo Queiroz, gerente da Nissei Motos, loja de peças que se localiza na Rua Hayel Bon Faker.
 
Quanto a roubos, a assessoria de imprensa da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) não liberou as estatísticas exatas, mas estima-se que nos três últimos anos mais de 150 motos foram roubadas em Dourados, sendo a maioria dos modelos CG 125 e Honda Biz.
 
Para quem deseja ter uma motocicleta são várias as opções de concessionárias e pontos de vendas, além das diversas marcas oferecidas, modelos, cores e formas de pagamentos flexíveis para se encaixar no bolso de qualquer consumidor.
 
 
As motocicletas são muito comercializadas devido a seu preço, que é mais acessível que o de outros veículos, e são utilizadas geralmente no transporte, auxiliando principalmente no trabalho, como é o caso dos moto-taxistas e dos entregadores.
 
Mas há também aquelas de valor elevado, chegando a ultrapassar o preço de muitos carros e até de imóveis, que não está acessível para qualquer pessoa, porém são adquiridas pelos ditos apaixonados por motocicleta.
 
No meio desta paixão é que encontramos os integrantes de moto clubes, pessoas movidas por este sentimento criaram estas “associações” para reunir através de encontros, todos que compartilham de um interesse em comum: a motocicleta.
 
Segundo Andrei Ramos Belo, presidente do moto clube Os Pankas, o período que antecede os encontros envolve uma adrenalina extasiante. “A moto é praticamente solitária, um bando de caras sentados em máquinas poderosas, sem intenção alguma, parece solitário, mas basta olhar, nós nos entendemos, é afinidade que paira no ar” afirma.
 
“A moto é como a vida, é ela que lhe diz quando mudar a marcha, você não escolhe”, digo mais “acelerar duas rodas com maestria é o mesmo que meditar” conclui Andrei, demonstrando toda a sua paixão por motos, referenciando as frases de Claúdia Baptista de Souza, uma das primeiras mulheres a comprar moto no Brasil.
A primeira prova de motociclismo que se tem conhecimento aconteceu no dia 29 de novembro de 1897, em Surrey, subúrbio de Londres, na Inglaterra. A prova, chamada de Motorcycle Scrambles, foi o nascimento do motociclismo de competição. Em 22 de dezembro de 1904, é criada a Federação Internacional de Motociclismo. Porém, somente após a 2ª Guerra Mundial que começou a ser realizado o campeonato mundial. O torneio das nações começou a ser disputado em 1947, o Mundial de Cross, em 1957.
Aliás, os ingleses criaram a expressão ‘Se existe alguma coisa melhor que motocicleta, Deus guardou-a para si no céu’ (“If there is anything better than a motorbike, God must have kept for him in heaven”). (Francielle Oliveira)
 
 
 
 

Fonte: Folha de Dourados

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