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Agrícola São Lourenço pode ser comprada por grupo paulista

Dourados – 03/04/2008

Agrícola São Lourenço pode ser comprada por grupo paulista

O grupo paulista Ceagro Agrícola Ltda. poderá concretizar nos próximos dias a compra da Agrícola São Lourenço de Dourados, cujo armazém está localizada no distrito de Vila Vargas.A informação foi confirmada ontem pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Ilton Ribeiro. A proposta de transferência da área da São Lourenço foi apresentada ontem pelos diretores da empresa ao prefeito Laerte Tetila (PT), já que o terreno foi cedido pela prefeitura em 2006 e ainda pertence ao município até o final de 2011. O encontro contou com a presença do presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), Arthur Ferreira Pinto Filho, e do presidente da Associação Comercial de Jardim, Eugênio Durigon, que é um dos credores da São Lourenço. Os diretores da São Lourenço informaram ao prefeito que a empresa estaria passando por séria crise financeira, fato que resultou em um acúmulo de dívidas com vários produtores rurais da região que a venderam soja. Conforme Ilton Ribeiro, a proposta do grupo paulista, sediado em Campinas, seria de assumir as dívidas da São Lourenço em troca do armazém. No começo da noite de ontem, representantes da Ceagro e alguns produtores rurais se reuniram com o secretário para verificar a legalidade da transação. “Temos que estudar como fica a parte legal para essa transferência. Então, o caso será repassado para análise da Procuradoria do município. Esperamos que até o final da tarde de hoje já exista um posicionamento sobre a situação”, disse. Na terça-feira já se especulava na cidade sobre o possível fechamento do armazém. Ao Diário MS, um dos sócios da São Lourenço, Antônio Aparecido Casarotto, negou a informação.“Tudo não passa de um boato; a empresa está operando normalmente”, afirmou. Porém hoje, a reunião na prefeitura demonstrou o contrário. Pela manhã o próprio advogado de Casarotto conversou com Tetila sobre a transferência do terreno. O armazém foi inaugurado em agosto do ano passado na área que anteriormente havia sido destinada para a Saga Alimentos.Como a empresa acabou não apresentando um projeto para a construção da indústria, a prefeitura dividiu o terreno entre a São Lourenço e a Brasil Ecodiesel, que também desistiu de se instalar em Dourados.O projeto inicial da São Lourenço era de transformar o armazém em uma indústria com capacidade de esmagar 600 toneladas de milho para a produção de 600 mil litros de álcool fino por dia. A previsão era de que a esmagadora começasse a funcionar a partir deste ano. O investimento previsto era de R$ 3 milhões, com geração de 60 empregos diretos.

Fonte: Diário MS

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