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Proposta de renegociação da dívida agrícola não agrada

Agronegócio – 10/04/2008

Proposta de renegociação da dívida agrícola não agrada

O Ministério da Fazenda e o da Agricultura concederam aos produtores uma redução de dois pontos percentuais nos juros para pagamento das dívidas agrícolas do custeio alongado e investimentos relativos à safra atual. Também prorrogaram por dois anos o prazo para quitação. A proposta, porém, não foi bem recebida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), que esperava mais benefícios. 
 
 “É importante dizer que o negócio está sendo levado ao limite e que a redução de 8,75% para 6,75% na taxa de juros não é suficiente”, disse o vice-presidente da Famasul, Eduardo Riedel, em entrevista ao Primeira Notícia da FM 104,7. Ele afirmou ainda que as medidas, por atingirem apenas a safra atual, não resolvem o problema dos produtores agrícolas que, devido à grande quantidade de encargos, mal têm conseguido se manter na atividade.
  
Reivindicações
  
Riedel defende que os agricultores de Mato Grosso do Sul recebam o tratamento especial dispensado aos produtores de Mato Grosso e Rio Grande de Sul, que tiveram acentuada queda na colheita devido à influência de fenômenos naturais. “No sul de Caarapó houve sofrimento com a seca e em São Gabriel do Oeste, a perda de quase 50% da safra em função de doenças; então, há necessidade de tratamento especial”, exemplificou.
 
O vice-presidente da Famasul concluiu analisando o momento paradoxal que vive a agricultura no País. “Estamos tendo mais produtividade, mas também mais dificuldades por causa das dívidas. Não há que se negar a importância do Brasil no agronegócio e por isso precisamos resolver o problema do endividamento”.
 
O Primeira Notícia é o informativo matinal da FM 104,7, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7 às 8 horas.   
 
 
 

Fonte: Notícias MS

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