Sem CPMF, governo deve arrecadar 7,2% a mais em 2008
Economia – 22/04/2008
Sem CPMF, governo deve arrecadar 7,2% a mais em 2008
Mesmo sem os R$ 40 bilhões da CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira), a arrecadação de impostos e contribuições federais deve subir R$ 31,8 bilhões em 2008, ou 7,2%, segundo informações do relatório de receitas e despesas do orçamento deste ano, documento que está na página da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento.A estimativa de arrecadação para este ano, que está contida no relatório, na realidade foi feita pela Receita Federal com base em parâmetros estabelecidos pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Segundo a Receita, a arrecadação dos impostos e contribuições federais, excluindo as demais receitas (royalties, concessões, salário-educação, FGTS, entre outros) e a arrecadação do INSS(Instituto Nacional do Seguro Social), deverá somar R$ 462,6 bilhões no ano de 2008, contra R$ 431,2 bilhões em 2007. Caso a CPMF ainda estivesse vigente, como buscava o governo federal no fim do ano passado, a arrecadação poderia subir impressionantes R$ 71 bilhões em relação ao registrado em 2007 – uma vez que a estimativa era de que a contribuição trouxesse outros R$ 40 bilhões aos cofres públicos neste ano. A CPMF foi barrada no fim do ano passado pelo Congresso Nacional e deixou de ser cobrada na primeira semana deste ano. Motivos para o crescimentoA elevação de 7,2%, ou R$ 31 bilhões, na arrecadação de tributos federais, segundo o governo, deverá acontecer por conta do PIB (Produto Interno Bruto), que crescerá, segundo as estimativas, 5% neste ano, e também pela recuperação de R$ 8,6 bilhões de débitos em atraso pela Receita Federal. O governo prevê ainda que massa salarial avance 12,5% em 2008 e que a inflação cresça 6,4% (índice composto por uma média do IPCA e do IGP), fatores que também deverão ajudar o aumento da arrecadação. No cenário utilizado, a taxa de juros média adotada é de 11,3% e o câmbio médio é de R$ 1,72 por dólar.
Fonte: Folha de Dourados



